A Política Nacional de Humanização e suas implicações para a mudança do modelo de atenção e gestão na saúde:

notas preliminares

Autores

  • Tainá Souza Conceição

DOI:

https://doi.org/10.26512/ser_social.v11i25.12732

Palavras-chave:

Política Nacional de Humanização, Política de Saúde, Atenção e gestão na saúde

Resumo

Este texto objetiva fazer uma breve discussão da Política Nacional de Humanização (PNH), que propõe em linhas gerais operar mudanças das práticas de atenção e gestão nas instâncias do Sistema Único de Saúde (SUS), com vistas ao acesso, controle social, equidade, universalidade e integralidade. Para tanto, faz um breve resgate histórico do que se pode considerar “movimento de humanização” no país, desde meados do século XX, e que chega ao início do século subseqüente como uma política, abordando nesse processo, ainda que sumariamente, o conceito “humanização”, reconhecendo que a única unanimidade é sua polissemia. Ao fazer essa discussão, procura situar essa política no marco da construção do Sistema Único de Saúde e da contra-reforma do Estado brasileiro.

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Biografia do Autor

Tainá Souza Conceição

Assistente Social. Mestre em Serviço Social pela Universidade do Estado do Rio de Janeiro (UERJ). É integrante do Grupo de Estudos e Pesquisas do Orçamento Público e Seguridade Social-GOPSS, além de fazer parte do Centro de Estudos Octávio Ianni-CEOI, coordenado pela professora Marilda Vilela Iamamoto.

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Publicado

05/23/2010

Como Citar

CONCEIÇÃO, Tainá Souza. A Política Nacional de Humanização e suas implicações para a mudança do modelo de atenção e gestão na saúde:: notas preliminares. SER Social, [S. l.], v. 11, n. 25, p. 194–220, 2010. DOI: 10.26512/ser_social.v11i25.12732. Disponível em: https://periodicos.unb.br/index.php/SER_Social/article/view/12732. Acesso em: 20 fev. 2024.