“O mar não tem patrão”: controle social e criminalização no território quilombola das águas (Graciosa/BA)

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Resumo

A pesquisa analisa os processos de criminalização e controle social em contexto de conflito territorial envolvendo agentes do hidronegócio, do Estado e a comunidade quilombola e pesqueira de Graciosa (Taperoá, Bahia), localizada na região do Baixo Sul. Desse modo, aponta como a expropriação do território quilombola é garantida por um conjunto de criminalizações motivadas por empreendimentos do hidronegócio, impedindo o direito de autodeterminação do quilombo pesqueiro e o uso material e imaterial do território, impactando na efetivação de conquistas de direitos. Por fim, também investiga os mecanismos de controle social utilizados pelo hidronegócio que acarretam tanto a morte material desses povos, apresentados através da restrição ao trabalho, da subsistência, da moradia e da expropriação do território, como também a morte imaterial, apresentada na destruição da memória, dos saberes, da cultura, da religião e do lazer.

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Publicado

03/13/2026

Como Citar

Bomfim, A. S. (2026). “O mar não tem patrão”: controle social e criminalização no território quilombola das águas (Graciosa/BA). Revista Ética Na Pesquisa Em Ciências Humanas E Sociais, 1(2), 210. Recuperado de https://periodicos.unb.br/index.php/EPCHS/article/view/61754