Por uma interpretação distópica do presente
Palabras clave:
Capitalismo Tardio, Estrutura de Sentimento, Indústria Cultural, Utopias, DistopiasResumen
Este artigo analisa como a distopia, subgênero das utopias que imagina futuros socialmente pessimistas e totalitários, atravessa um processo de teorização que engatilha sua popularização, reverberando-a e colocando-a como aporias engendradas pela estrutura de sentimento do capitalismo tardio. Específicas de tal etapa, são ficções que agregam diversidades sociais em suas narrativas, incorporando tais elementos diletantes na indústria cultural e demais progressivas formas de massificação, junto à homogeneização da lógica cultural do capital, expandindo a dominação ideológica desse. Reificando e recontextualizando narrativas historiográficas e historiofóticas, as distopias desdobram-se em ferramentas de soft power na percepção generalizada de totalitarismos, figurando o capitalismo como única a opção frente à ameaça do total. Entretanto, inseridas à estrutura de sentimento vigente, também propagam antinomias que geram descompassos na reciprocidade entre dimensões temporais, autoreferenciando e exibindo os movimentos totalizantes do capitalismo em seus próprios meios de dominação
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