ESTUDO COMPARATIVO DE DOSE DE RADIAÇÃO APLICADA A PACIENTES NOS SISTEMAS CONVENCIONAIS E SISTEMAS DIGITAIS DE IMAGEM

  • Lilian Lettiere Bezerra Lemos Marques INSTITUTO FEDERAL DE SANTA CATARINA https://orcid.org/0000-0002-8261-8589
  • Alyson Marcos Gelsleichter
  • Joyce Nedochetko
  • Luciana Machado Sebastião
  • Janie Ourique Feijó
  • Alexandre D'Agostini Zottis
  • Rita de Cássia Flôr
Palavras-chave: Radiologia. Radiografia Digital. Dose. Proteção Radiológica. Gestão da qualidade.

Resumo

A introdução dos sistemas digitais de imagem representa um grande avanço na área da imaginologia, por possuir diversas vantagens sobre o sistema convencional. No entanto, sua ampla faixa dinâmica, ao mesmo tempo que pode ser benéfica ao diminuir o número de repetição de exames, permite a superexposição sem deterioração da imagem, o que pode implicar em elevação de dose nos pacientes. Objetivou-se avaliar a exposição em diferentes sistemas de imagem, possibilitando aos profissionais das técnicas radiológicas refletir sobre a utilização de doses desnecessárias. Assim, realizou-se uma pesquisa qualitativa exploratória do tipo revisão integrativa, por meio de artigos indexados na Biblioteca Virtual em Saúde, e publicados de 2005 a 2016, nos idiomas português e inglês. Adotou-se como critério de inclusão a relação do material com a pergunta norteadora. Da execução da metodologia proposta, resultou a seleção de dez artigos científicos. Constatou-se a unanimidade entre os autores de que há um aumento significativo da dose aplicada nos sistemas digitais de imagem em relação ao sistema convencional, devido, principalmente, à ampla faixa dinâmica desses sistemas. Concluiu-se pela necessidade de treinamento dos profissionais para utilização da dose correta e da adoção pelos serviços de imaginologia de gestão da dose, conforme recomendado pela Comissão Internacional de Proteção Radiológica.

Downloads

Não há dados estatísticos.

Biografia do Autor

Lilian Lettiere Bezerra Lemos Marques, INSTITUTO FEDERAL DE SANTA CATARINA

Mestre em Proteção Radiológica-Medicina II-Radiologia Médica.

Referências

1. Luz RM, Hoff G. Estudo comparativo da qualidade da imagem e do kerma, de entrada e de saída, em simulador de tórax utilizando sistemas analógico e digitalizado CR de aquisição de imagens. Radiol Bras. 2010;43:39-45.
2. Lee SC, Wang JN, Liu SC, Jiang SH. Evaluation of dose–image-quality optimization in digital chest radiography. Nuclear Instruments and Methods in Physics Research Section A: Accelerators, Spectrometers, Detectors and Associated Equipment. 2007;580(1):544-7.
3. International Commission on Radiological Protection (ICRP). Managing patient dose in digital radiology: a report of the International Commission on Radiological Protection. ICRP Publication 93. Ottawa;2004.
4. Uffmann M, Schaefer-Prokop C. Digital radiography: The balance between image quality and required radiation dose. Eur J Radiol. 2009;72(2):202-8.
5. Furquim TAC, Costa PR. Garantia de qualidade em radiologia diagnóstica. Rev Bras Fis Med. 2009;3(1):91-9.
6. Mohamed-Ahmed E, Osman H, Sulieman A. Evaluation of patient doses in conventional, computed and digital radiography. In: International Congress of International Radiation Protection Association, n.13, 2012, Glasgow. Anais. Glasgow, 2012. Disponível em: . Acesso em: 14 mai. 2016.
7. Benefield LE. Implementing evidence-based practice in home care. Home Healthcare Nurse. 2003;21(12):804-9.
8. De Albuquerque AS, Santos AMS, Camelo CMA, Silva GG, Magalhães TMS, Araújo VGP, et al. Estudo comparativo entre sistemas radiográficos convencionais e digitais; revisão de literatura. Caderno de Graduação-Ciências Biológicas e da Saúde-FACIPE.2017;2(3):99.
9. International Commission on Radiological Protection (ICRP)., Radiological.ICRP publication 103. Ann. ICRP. Madrid; 2007.
10. Candeiro GTM, Bringel ASF, Vale IS. Radiologia Digital: Revisão De Literatura. Revista Odontológica de Araçatuba. 2009;30(2):38-44.
11. Biasoli Junior A. Técnicas Radiográficas: Princípios Físicos, Anatomia Básica, Posicionamento, Radiologia Digital, Tomografia Computadorizada. Rio de Janeiro: Editora Rubio; 2015.
12. Bontrager KL, Lampignan JP. Tratado de Técnica Radiológica e Anatomia Associada.(tradução Alcir Costa Fernandes, Douglas Omena Futuro, Fabiana Pinzetta). 8ª ed. Rio de janeiro: Elsevier; 2015.
13. Robinson A. Vantagens e desvantagens da radiografia computadorizada. Disponível em: http://www.ehow.com.br/vantagensdesvantagens- radiografia-computadorizada-lista_7841/. Acesso em: 21 de junho de 2016.
14. Mendes KDS, Silveira RCCP.; Galvão CM. Revisão integrativa: método de pesquisa para a incorporação de evidências na saúde e na enfermagem. Texto Contexto Enferm. 2008:17(4):758-64.
15. Schimidt GT, Paula V. Doses de exposição em exames radiológicos realizados em sistemas CR e tela-filme. Disc Scientia. 2011;12(1): 65-75.
16. Körner M, Weber CH, Wirt S, Pfeifer KJ, Reiser MF, Treitl M. Advances in digital radiography: physical principles and system overview. Radiographics. 2007;27(3):675-86.
17. De Azevedo ANP, Mohamadain KEM, Osibote OA, Cunha ALL, Pires Filho A. Estudo comparativo das técnicas radiográficas e doses entre o Brasil e a Austrália. Radiol Bras. 2005;38(5):343-6.
18. Osibote AO. Avaliação das doses de radiação em pacientes adultos e pediátricos em exames de radiodiagnóstico. [tese na internet]. Rio de Janeiro: Escola Nacional de Saúde Pública Sérgio Arouca, Fundação Oswaldo Cruz; 2006. Disponível em: . Acesso em: 21 mai. 2016.
19. Brasil. Agência Nacional de Vigilância Sanitária. Portaria MS/SVS no 453, de 1º de junho de 1998. Brasília: Diário Oficial da União, 2 jun.1998. Disponível em: Acesso em: 28 maio 2017.
Publicado
2019-02-28
Como Citar
Lemos Marques, L., Gelsleichter, A., Nedochetko, J., Sebastião, L. M., Feijó, J., Zottis, A., & Flôr, R. de C. (2019). ESTUDO COMPARATIVO DE DOSE DE RADIAÇÃO APLICADA A PACIENTES NOS SISTEMAS CONVENCIONAIS E SISTEMAS DIGITAIS DE IMAGEM. Revista Eletronica Gestão & Saúde, 142 - 152. https://doi.org/10.26512/gs.v0i0.23333
Seção
Artigos de Revisão