GRUPO DE TERAPIA FUNCIONAL COMO ESTRATÉGIA DE HUMANIZAÇÃO DA ASSISTÊNCIA HOSPITALAR: EXPERIÊNCIA DE UMA EQUIPE INTERDISCIPLINAR

Palavras-chave: Humanização da assistência. Reabilitação. Hospitalização.

Resumo

Os serviços de saúde, como as atividades terapêuticas grupais, podem proporcionar uma modificação na rotina hospitalar com experiências positivas de acolhimento, bem-estar, socialização e interação com os profissionais de saúde. Assim, este artigo relata a experiência de uma equipe interdisciplinar na implantação e condução de um grupo de terapia funcional (GTF) em ambiente hospitalar, como estratégia de humanização das práticas assistenciais. Participaram 371 usuários, 52% (193) do sexo feminino. O GTF ocorreu 01 vez por semana em um ambiente acolhedor, com atividades lúdicas, dinâmicas de grupo, exercícios físicos, alongamentos e rodas de conversa. Observou-se adesão dos usuários, significando o GTF um momento de socialização e interação com os profissionais de saúde. O GTF foi reconhecido como parte das ações de humanização pelo Grupo de Trabalho de Humanização Hospitalar. O GTF proporcionou um novo modo de cuidar/reabilitar, sendo os profissionais agentes ativos neste processo de mudança da assistência à saúde.

Downloads

Não há dados estatísticos.

Biografia do Autor

Luana Gabrielle de França Ferreira

Fisioterapeuta do Hospital Universitário do Piauí, Mestre em Neurociências pela UFRN, Doutoranda em Ciências Médicas pela UFC.

Regiane Lustosa da Cruz

Especialista em Saúde Mental, Prevenção, Promoção e Recuperação (IBPEX). Tem experiência em Terapia Ocupacional na Saúde Mental e em Contexto Hospitalar. 

Aislan Erick Pereira Sousa
Especialista em Educação Física Escolar (UFPI). Tem interesse em educação física escolar e hospitalar.

Referências

Brasil. Ministério da Saúde. HumanizaSUS: política nacional de humanização. Brasília; 2003.

Fortes PAC. Ética, direitos dos usuários e políticas de humanização da atenção à saúde. Saúde e Sociedade. 2004; 13(3): 30-35.

Mota RA, Martins CGM, Véras RM. Papel dos profissionais de saúde na política de humanização hospitalar. Psicologia em Estudo. 2006;11(2): 323-330.

Brasil. Ministério da Saúde. Política Nacional de Humanização. Clínica Ampliada, equipe de referência e projeto terapêutico singular. 2ª ed. Brasília; 2008.

Martins MCF. Humanização das relações assistenciais de saúde: a formação do profissional de saúde. São Paulo: Casa do Psicólogo; 2001.

Brasil. Ministério da Saúde. Cadernos de atenção básica: diretrizes do NASF. Brasília; 2010.

Pessini L, Bertachini L. Humanização e Cuidados Paliativos. São Paulo: Loyola; 2004.

Brasil. Ministério da Saúde. HumanizaSUS: política nacional de humanização: documento base para gestores e trabalhadores do SUS. 2ª ed. Brasília; 2004.

Brasil. Ministério da Saúde. Acolhimento nas práticas de produção de saúde. 2ª ed. Brasília; 2006.

Oliveira LC, Pivoto EA, Vianna PCP. Análise dos resultados de qualidade de vida em idosos praticantes de dança sênior através do SF-36. Acta Fisiátrica. 2009;16(3):101-104.

Angeli AAC, Luvizaro NA, Galheigo SM. O cotidiano, o lúdico e as redes relacionais: a artesania do cuidar em terapia ocupacional no hospital. Interface. 2012;16(40):261-71.

Mussa C, Malerbi FEK. O impacto da atividade lúdica sobre o bem-estar de crianças hospitalizadas. Psicologia: Teoria e Prática. 2008;10(2):83-93.

Publicado
2019-08-14
Como Citar
1.
FerreiraLG de F, da CruzRL, Sousa AEP. GRUPO DE TERAPIA FUNCIONAL COMO ESTRATÉGIA DE HUMANIZAÇÃO DA ASSISTÊNCIA HOSPITALAR: EXPERIÊNCIA DE UMA EQUIPE INTERDISCIPLINAR. Rev. G&S [Internet]. 14º de agosto de 2019 [citado 23º de outubro de 2019];00:153 -161. Disponível em: http://periodicos.unb.br/index.php/rgs/article/view/23331
Seção
Temas Livres em Saúde