O poder da etnografia (Carnaval carioca, de Maria Laura Viveiros de Castro Cavalcanti)

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Mariza G. S. Peirano

Resumo

O livro de Maria Laura Viveiros de Castro Cavalcanti' tem um mérito central: o de demonstrar que a boa antropologia não se faz com rótulos, hipóteses prematuras e classificações impostas, mas, sim, com sólida pesquisa de campo. Informada por clássicos da disciplina — Mauss e Simmel, de um lado, Malinowski, de outro — e dialogando com o já doy en dos estudos sobre carnaval no Brasil, Roberto DaMatta, Maria Laura descreve a seqüência de eventos que antecede o desfile de 1992 da escola de samba Mocidade Independente de Padre Miguel. O resultado é uma monografia que tanto preserva documentalmente as várias etapas vividas por aqueles que fazem o carnaval, quanto deixa emergir, com extrema fluência e naturalidade, a configuração do mundo do carnaval carioca. Esse mérito central — o de demonstrar na prática o poder da etnografía — está alicerçado em outras características não menos significativas da construção do livro, produzindo (ou rendendo, para usar uma expressão do carnaval) conseqüências específicas de análise.

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Como Citar
Peirano, M. G. S. (2018). O poder da etnografia: (Carnaval carioca, de Maria Laura Viveiros de Castro Cavalcanti). Revista Brasileira De Ciência Política, 19(1), 273-280. Recuperado de https://periodicos.unb.br/index.php/rbcp/article/view/6593
Seção
Crítica

Referências

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