ANCESTRALIDADE, FILOSOFIA E POLÍTICA NA ÁFRICA CONTEMPORÂNEA

Autores

DOI:

https://doi.org/10.26512/pl.v13i29.51102

Palavras-chave:

África. Ancestralidade. Filosofia. Modernidade. Política.

Resumo

Este artigo analisa o debate sobre o lugar dos saberes ancestrais na África moderna. O objetivo é aprofundar a relação entre os saberes ancestrais e os debates filosóficos contemporâneos, explorando a interface entre as críticas à etnofilosofia e a valorização da ancestralidade. Num segundo momento, o texto explora a relação entre filosofia e política na África moderna, especialmente ao discutir figuras como Senghor e Nkrumah. O debate em torno da ancestralidade impactou e orientou a luta pela independência e a formação identitária dos recém-criados Estados-nações africanas. A partir de uma análise filosófica dos textos tratando da questão, o estudo mostra a complexidade deste debate e a consequência que pode ter na busca da construção de uma África forte e respeitada.

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Biografia do Autor

Mbaidiguim Djikoldigam, Universidade de São Paulo

Possui graduação em Filosofia - Grand Séminaire philosophique interdiocesain Saint Mbaga Tuzindé (2012), graduação em Teologia pela Pontifícia Universidade Católica de São Paulo (2018) e mestrado em Filosofia pela Universidade de São Paulo (2022). Tem experiência na área de filosofia, com ênfase em Ética, atuando principalmente nos seguintes temas: representação, hobbes, soberano, democracia e politica.

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Publicado

28-02-2025

Como Citar

Djikoldigam, M. (2025). ANCESTRALIDADE, FILOSOFIA E POLÍTICA NA ÁFRICA CONTEMPORÂNEA . PÓLEMOS – Revista De Estudantes De Filosofia Da Universidade De Brasília, 13(29), 122–135. https://doi.org/10.26512/pl.v13i29.51102

Edição

Seção

Ensaios