https://periodicos.unb.br/index.php/paranoa/issue/feed Paranoá 2022-08-30T14:32:38-03:00 Carolina Pescatori Candido da Silva paranoa@unb.br Open Journal Systems <p style="text-align: justify;">A Paranoá é um periódico científico mantido pelo Programa de Pós-Graduação em Arquitetura e Urbanismo da Universidade de Brasília que publica trabalhos de pesquisa originais dentro de um escopo multidisciplinar das diferentes áreas acadêmicas da Arquitetura e Urbanismo, incluindo: Projeto e Planejamento; Teoria, História e Crítica; Tecnologia, Ambiente e Sustentabilidade. A Paranoá publica artigos em fluxo contínuo, nos idiomas português, espanhol e inglês, e não cobra taxas sobre submissão, processamento e disponibilização dos artigos.</p> https://periodicos.unb.br/index.php/paranoa/article/view/43475 Arquitetura entre plano, truque e finta 2022-07-11T09:17:44-03:00 Cauê Capillé cauecapille@fau.ufrj.br Mariana Cruz mariana.souza@fau.ufrj.br <p>Nesse artigo, argumentamos que uma conciliação racional pelo ‘plano’ é apenas um modo de atuação arquitetônica, isto é, há ao menos outros dois modos que podem ser considerados ao projetar: tanto o ‘truque’ dissimulado que dissocia declaração de operação; quanto a ‘finta’ que abertamente declara sua oposição, mas que ginga marginalmente como forma de desvia-la e vence-la. Além disso, defendemos que embora sejamos treinados majoritariamente para projetar por planos, os contextos e desafios urbanos contemporâneos têm nos exigido saber atuar por truques e fintas – especialmente nas condições políticas do Sul Global. Esse artigo pretende, portanto, auxiliar na construção teórica dessas duas outras maneiras de projetar. Para isso, revisa a proposta teórica de Keller Easterling sobre ‘hackeamento espacial’ e propõe que a obra de Cildo Meireles “Inserções em circuitos ideológicos” pode ser considerada como importante referência político/estética para o truque e a finta arquitetônicos, pois oferece lições para uma construção teórica sobre a diferença entre ambas.</p> 2022-10-21T00:00:00-03:00 Copyright (c) 2022 Paranoá https://periodicos.unb.br/index.php/paranoa/article/view/43053 Contribuições teórico-metodológicas do esquema polemológico de Michel de Certeau para a análise sócio-espacial das práticas cotidianas 2022-07-18T08:00:21-03:00 Maycow Nathan Carvalho Gregório maycow.arq@gmail.com Isabela Giorgiano isagiorgiano@gmail.com <p>Este trabalho faz parte de uma pesquisa mais ampla de caráter exploratório, delineada por meio de estudo bibliográfico e sob consulta de fontes secundárias, acerca das contribuições teórico-metodológicas de autores, críticos e teóricos da vida cotidiana, no que se refere às leituras e apreensões da produção-reprodução sócio-espacial e cotidiana nas cidades. Neste sentido, o objetivo é compreender o modo como Michel de Certeau apreende a produção-reprodução do homem cotidiano (como fonte de revelação do social e do espacial), buscando-se sistematizar as principais categorias, esquemas conceituais, princípios operatórios e fundamentos teórico-metodológicos acerca do seu esquema polemológico das práticas sócio-espaciais cotidianas. As reflexões críticas incidem sobre como o uso e apropriação, realizados e fabricados por meio das práticas cotidianas, afetam e modificam (com astúcia) a reprodução e a produção das relações sociais e dos modos de vida no interior de um espaço social, cultural, habitado, praticado e/ou vivido.</p> 2022-10-22T00:00:00-03:00 Copyright (c) 2022 Paranoá https://periodicos.unb.br/index.php/paranoa/article/view/42720 Capacidades territoriais do planejamento. Estado e sua influência no processo de urbanização brasileiro 2022-07-06T09:21:57-03:00 Jeferson Cristiano Tavares jctavares@gmail.com <p class="resumo">O objetivo central é problematizar o planejamento estatal brasileiro pelo seu aspecto territorial nas últimas três décadas e compreender algumas características predominantes do atual processo de urbanização. O presente artigo apresenta resultados de pesquisa sobre as políticas públicas urbanas pela perspectiva do planejamento tomando como objeto principal a provisão de infraestrutura de saneamento, mobilidade e habitação. Metodologicamente, a análise está baseada em uma investigação empírica sobre os investimentos federais realizados entre 1990 e 2019 e sobre os programas que os promoveram; e por uma visão interescalar a partir da espacialização desses dados nos municípios. Apoia-se nas teorias de políticas públicas para compreender o papel do Estado; e nos conceitos de metropolização e dispersão urbana para compreender sua capacidade no ordenamento territorial. Os resultados reforçam as tradicionais constatações sobre tensões e contradições desse ordenamento. Mas, trazem evidências de novos aspectos relacionados à dimensão urbano-regional, ao setorialismo, à capilaridade dessas ações e aos seus novos paradigmas. As conclusões apontam para um ciclo de investimentos cujos resultados relacionam-se às características do federalismo descentralizado e do processo de redemocratização que os empreenderam e respondem à questão principal de como o Estado intervém no ordenamento territorial e de como poderia intervir.</p> 2022-10-21T00:00:00-03:00 Copyright (c) 2022 Paranoá https://periodicos.unb.br/index.php/paranoa/article/view/41005 Bairros como elementos de estruturação urbana em Goiânia 2022-08-30T14:32:38-03:00 Sandra Catharinne Pantaleão Resende catharinne.arq@gmail.com <p><span style="font-weight: 400;">O presente artigo apresenta uma leitura histórico-morfológica de Goiânia a partir de fontes documentais, com destaque ao decreto-lei nº 574 de 1947 e da constatação da estruturação urbana da cidade por um mosaico urbanístico – seu atual Centro Expandido. Depreende-se, dessa análise, a estrutura urbana, as dinâmicas e as principais transformações que aludem não apenas à ocupação do território, mas à atuação político-institucional e econômico-fundiária, deslocando o "desejo" do ideário moderno em seu DNA para um projeto empreendedor imobiliário, a partir do parcelamento de glebas rurais, incorporadas às áreas urbanas e suburbanas, notadamente a partir dos anos 1950. O estudo desses bairros, numa perspectiva histórica, possibilita compreender os dois eixos sobre os quais eles foram implantados somados àqueles aprovados até 1951. Busca-se, a partir desses bairros, constatar a formação de um eixo leste-oeste de alcance urbano regional e outro, no sentido norte-sul, articulado à ocupação intraurbana em que as relações socioespaciais constituem </span><em><span style="font-weight: 400;">uma outra cidade</span></em><span style="font-weight: 400;">.</span></p> 2022-10-14T00:00:00-03:00 Copyright (c) 2022 Paranoá https://periodicos.unb.br/index.php/paranoa/article/view/42409 Pandemia e Transformações na Mobilidade Urbana: Uma Entrevista com Dra. Mimi Sheller 2022-03-22T18:27:43-03:00 Filipe Ungaro Marino filipemarino@gmail.com <p>Como a pandemia de Covid-19 afetou a vida nas grandes cidades, o uso dos meios de transporte e a mobilidade urbana? Quais são as implicações atuais e futuras para a mobilidade urbana em um contexto pós-pandêmico? Nessa entrevista, a cientista social e professora doutora Mimi Sheller tentou oferecer algumas pistas para nos ajudar a pensar nas mudanças e transformações no deslocamento diário urbano durante e após a pandemia de Covid-19.</p> 2022-10-17T00:00:00-03:00 Copyright (c) 2022 Paranoá https://periodicos.unb.br/index.php/paranoa/article/view/42428 Afeto e subversão: Práticas infantis nos percursos cotidianos entre casa e escola em Rio das Pedras/RJ 2022-05-22T15:12:26-03:00 Mariana Pereira mariana.coviello@fau.ufrj.br Giselle Arteiro Nielsen Azevedo gisellearteiro@fau.ufrj.br <p>Tendo como perspectiva a invisibilidade das infâncias na participação e decisões sobre os lugares que utilizam na cidade, o artigo propõe um exercício de reflexão sobre como as crianças experienciam e, com isso, subvertem seus espaços livres cotidianos, ativando, reformulando e transformando a paisagem. Tendo como área de estudo o bairro de Rio das Pedras, o percurso metodológico foi estruturado na relevância do pesquisar-COM, por meio de uma abordagem qualitativa, que utiliza como base o acervo de narrativas de estudantes matriculados no Ensino fundamental de escolas públicas do Rio de Janeiro, apreendidas na atividade “Mapeamento Afetivo dos Territórios Educativos da Cidade do Rio de Janeiro” (GAE;SEL, 2020, onde procurava-se identificar as percepções e desejos das crianças, sobre seus percursos cotidianos de casa à escola. Os resultados obtidos nesta leitura sensível do território colaboram com uma visão real sobre a qualidade espacial urbana e o direito à cidade, por um olhar atento às micropolíticas do cotidiano e a construção da cidadania das infâncias que habitam este território.</p> 2022-10-08T00:00:00-03:00 Copyright (c) 2022 Paranoá https://periodicos.unb.br/index.php/paranoa/article/view/42261 MARECIDADE 2022-06-03T16:37:14-03:00 Carlos Augusto Baptista augustobapt88@gmail.com Rafael Soares Gonçalves rafaelsgoncalves@yahoo.com.br <p>As representações negativas associadas às favelas trouxeram evidentemente questionamentos quanto à reflexão histórica sobre esses lugares e, pior, silenciou a memória de seus moradores. O presente artigo pretende analisar a formação do Museu da Maré. Para além de guardar memórias, esse Museu busca ressignificá-las, estimulando o olhar crítico dos próprios moradores e de visitantes. O termo marecidade expressa a noção que os resíduos de memória levantados pelo Museu da Maré trazem um novo projeto de cidade, rompendo dicotomias e oposições no intuito de tecer novas utopias urbanas. Através de entrevistas com seis lideranças, o artigo analisa, em primeiro lugar, a formação de uma política de memória através da consolidação da museologia social, em seguida, o processo de formação de museus em favelas e, finalmente, o projeto Museal do Museu da Maré e seus desdobramentos políticos.</p> 2022-08-26T00:00:00-03:00 Copyright (c) 2022 Paranoá https://periodicos.unb.br/index.php/paranoa/article/view/41996 Torpor na aurora 2022-02-16T13:26:53-03:00 Henri-Pierre Jeudy elanerib@hotmail.com Elane Ribeiro Peixoto elanerib@hotmail.com Alice Maria de Araújo Ferreira malice4869@gmail.com Albertina Vicentini albertinavicentini61@gmail.com <p><span style="font-weight: 400;">Henri-Pierre Jeudy é sociólogo, desenvolveu sua carreira como pesquisador do Centre national de la recherche scientifique e da Maison de Sciences de l’Homme em Paris. Seus trabalhos sobre memória social e suas reflexões sobre o patrimônio cultural repercutiram entre os pesquisadores brasileiros, ensejando diálogos profícuos. Ao lado de seus trabalhos acadêmicos, Jeudy tem um percurso pela literatura, onde experimenta fusões entre sua formação teórica e suas experiências pessoais, resultando em textos-relatos como os publicados em Percorrer a cidade (2010)</span> <span style="font-weight: 400;">[</span><em><span style="font-weight: 400;">Parcourir la Ville</span></em><span style="font-weight: 400;">, 2002] e este, Torpor na aurora</span><em><span style="font-weight: 400;"> [Torpeur à l’ aurore</span></em><span style="font-weight: 400;">, 2020] que ora traduzimos. </span></p> <p> </p> <p><span style="font-weight: 400;">Neste pequeno texto, a morte é um centro de gravidade, em cuja órbita flutuam imagens memoriais, sensações corporais... temas sobre os quais nosso autor se debruçou. Nossa tradução continua uma parceria estabelecida há algum tempo, uma parceria intelectual selada pelos laços da amizade. Buscamos com a tradução de </span><em><span style="font-weight: 400;">Torpeur à l’autore</span></em><span style="font-weight: 400;"> [Torpor na aurora] nos posicionarmos eticamente diante de seu autor. Não iremos aqui discutir as importantes questões sobre a tradução e seus embates teóricos. Todavia, esclarecemos que nos pautamos pelo entendimento de que as traduções são diálogos entre culturas, um movimento que implica o sair de si em direção ao outro para, depois, retornar a si modificado (BERMAN, A. 2002). Elas também se situam entre o ofício e a arte, porque não traduzimos só discursos, mas também uma forma. Com esta disposição nos dirigimos ao encontro de Henri-Pierre Jeudy.</span></p> 2022-02-16T00:00:00-03:00 Copyright (c) 2022 Paranoá https://periodicos.unb.br/index.php/paranoa/article/view/41718 Patrimônio e plano diretor: as perspectivas para o patrimônio histórico em Anápolis/GO 2022-02-08T09:57:34-03:00 Mário Calaça pcjmario@icloud.com Adriana Mara Vaz de Oliveira amvoliveira@uol.com.br <p>Discute-se a política patrimonial em Anápolis-GO, cidade média localizada entre Goiânia e Brasília. Historicamente, há pouco reconhecimento do valor dos seus edifícios históricos e, após 114 anos de existência, a cidade possui apenas doze edifícios tombados e uma trajetória de destruição do seu acervo arquitetônico. Investiga-se o que o poder municipal, por meio do Plano Diretor, propõe ao patrimônio histórico da cidade. Para avaliação, elege-se o bairro Vila Industrial que possui um conjunto de edificações históricas ligadas à ferrovia e indústria. Recorre-se à pesquisa documental, com levantamento histórico e bibliográfico e análise do Plano Diretor de 2006 (revisto em 2016) de Anápolis. Assim, observa-se a fragilidade na preservação do acervo patrimonial da cidade, em que as medidas propostas pelo atual Plano Diretor não contemplam de forma satisfatória os edifícios históricos.</p> 2022-02-19T00:00:00-03:00 Copyright (c) 2022 Paranoá https://periodicos.unb.br/index.php/paranoa/article/view/41634 Esfera na esfera: O labirinto em O Aleph de Jorge Luis Borges e Poema Sujo de Ferreira Gullar e a potência do menor nas cidades 2022-06-09T10:21:49-03:00 Lucas Maciel lucasmaciel.arq@gmail.com <p>Este ensaio aborda a questão da imanência e materialidade de cidades imaginadas na literatura de dois autores sulamericanos, Jorge Luis Borges e Ferreira Gullar, tendo a imagem do labirinto em ambos autores como uma força inicial para o pensamento; Aborda-se aqui a relação entre as cidades e a instabilização criativa que nasce dos corpos que as habitam e são por ela habitados, busca compreender um pouco da potência infinita nessa crise e indefinição entre a extensão das cidades-arquiteturas-sonhos e o espaço de corpos menores em que cabem suas manifestações.</p> 2022-09-05T00:00:00-03:00 Copyright (c) 2022 Paranoá