Revista Brasileira de Linguística Antropológica https://periodicos.unb.br/index.php/ling <p style="text-align: justify;">A Revista Brasileira de Linguística Antropológica (RBLA) é uma revista aberta, de publicação contínua e publicação de números especiais, publicada pelo Laboratório de Línguas e Literaturas Indígenas, Instituto de Letras da Universidade de Brasília. Fundada em 2009 por Aryon Dall’Igna Rodrigues e Ana Suelly Arruda Câmara Cabral, a revista visa ser um fórum frutífero para os estudos acadêmicos sobre as línguas e culturas dos povos nativos das Américas, com foco especial no continente sul-americano. Seus principais interesses são artigos, relatórios de pesquisa, diários de campo, ensaios bibliográficos e recensões de estudos linguísticos que enfatizem a interface entre língua e cultura em uma perspectiva descritiva ou histórica.</p> pt-BR <p style="text-align: justify;"><strong>Autores que publicam na RBLA concordam com os seguintes termos:</strong></p> <p style="text-align: justify;"><strong>a) </strong>Autores mantêm os direitos autorais e concedem à revista o direito de primeira publicação, sendo o trabalho simultaneamente licenciado sob a Creative Commons Attribution License, o que permite o compartilhamento do trabalho com reconhecimento da autoria do trabalho e publicação inicial nesta revista.</p> <p style="text-align: justify;"><strong>b) </strong>Autores têm autorização para assumir contratos adicionais separadamente, para distribuição não exclusiva da versão do trabalho publicada nesta revista (ex.: publicar em repositório institucional ou como capítulo de livro), com reconhecimento de autoria e publicação inicial nesta revista.</p> <p style="text-align: justify;"><strong>c)</strong> Autores têm permissão e são estimulados a divulgar seu trabalho <em>online</em> (ex.: em repositórios institucionais ou na sua página pessoal) a qualquer ponto antes ou durante o processo editorial, já que isso pode gerar alterações produtivas, bem como aumentar o impacto e a citação do trabalho publicado.</p> rblaunb@unb.br (Ana Suelly Arruda Câmara Cabral) periodicos.bce@unb.br (Portal de Periódicos da UnB) Wed, 07 Jul 2021 13:48:36 -0300 OJS 3.3.0.6 http://blogs.law.harvard.edu/tech/rss 60 Mitos e contos dos índios Kayapó (Grupo Kuben-Kran-Kegn) https://periodicos.unb.br/index.php/ling/article/view/38989 <p>Trata-se de um conjunto de 26 mitos e contos dos índios Kayapó (Grupo Kuben-Kran-Kegn), registrados pelo antropólogo Alfred Métraux em suas missões científicas no Brasil, publicados pela primeira vez, em francês, no ano de 1960.</p> Jorge Domingues Lopes; Alfred Métraux Copyright (c) 2021 Revista Brasileira de Linguística Antropológica http://creativecommons.org/licenses/by/4.0 https://periodicos.unb.br/index.php/ling/article/view/38989 Wed, 28 Jul 2021 00:00:00 -0300 Memórias sobre tempos de peste https://periodicos.unb.br/index.php/ling/article/view/36930 <p>O registro linguístico sobre doenças infectocontagiosas nas línguas Guaraní começou no século XVII. Este artigo reúne 544 entradas (palavras e frases) levantadas nos dicionários de Antonio Ruiz de Montoya, publicados nos anos 1639 e 1640. Além do interesse direto para medicina e saúde pública, também é fonte para a linguística histórico-comparativa e para a história da medicina Guaraní praticada milenarmente por <em>kuña paje </em>e <em>pajes</em>, mulheres e homens sábios na arte de curar.</p> Francisco Noelli Copyright (c) 2021 Revista Brasileira de Linguística Antropológica http://creativecommons.org/licenses/by/4.0 https://periodicos.unb.br/index.php/ling/article/view/36930 Thu, 08 Jul 2021 00:00:00 -0300 Língua adicional: um conceito “guarda-chuva” https://periodicos.unb.br/index.php/ling/article/view/37207 <p>Este artigo apresenta uma reflexão em defesa da expressão “Língua Adicional – LA”, que já vem sendo usada na literatura sobre língua não-primeira (LEFFA, 2013, LEFFA; IRALA, 2014, SCHLLATER, 2015, ALBUQUERQUE, no prelo), mas que ainda provoca discussão por aqueles que se valem de terminologia tradicional. Retomam-se termos como língua estrangeira - LE e o escalonamento L2, L3, L4, para discussão de sua impropriedade em determinados contextos. Situam-se outros como “Língua de Acolhimento - LAc” (ANÇÃ, 2003; GROSSO, 2010) e de “Língua de Herança - LH” (ORTIZ, 2016, 2020), em paradigma que atende às novas demandas de um mundo migratório. Com base em fundamento sociocognitivo (VIGOTSKI, 1984, MARCUSKI, 2004), revisita-se o conceito de interlíngua (SELINKER, 1972) e advoga-se em defesa do uso LA como hiperônimo, conceito “guarda-chuva”, portanto, apropriado para todas as situações, inclusive a específicas.</p> <p><strong>&nbsp;</strong></p> <p><strong>Palavras-chave: </strong>Língua adicional. Interlíngua. Sociocognição. Português brasileiro. Ensino.</p> <p>&nbsp;</p> Ana Adelina Lôpo Ramos Copyright (c) 2021 Revista Brasileira de Linguística Antropológica http://creativecommons.org/licenses/by/4.0 https://periodicos.unb.br/index.php/ling/article/view/37207 Wed, 07 Jul 2021 00:00:00 -0300 Variação e mudança linguística em Amondawa https://periodicos.unb.br/index.php/ling/article/view/35742 <p>Este trabalho tem por objetivo tratar de alguns casos de variação que apontam para uma possível mudança linguística em Amondawa (Tupi-Kawahib). Quanto aos aspectos fonéticos, são apresentadas variações que podem implicar em uma alteração em seu sistema fonológico, tais como: a redução no inventário das vogais, mudança no padrão silábico e processo de fonologização devido à redução de alofones nasais. No que diz respeito ao léxico, devido ao contato com a sociedade não indígena, têm havido incorporações de palavras da língua portuguesa, criação de novas palavras a partir de mecanismos morfológicos do Amondawa e a adoção de nomes próprios alheios à cultura que interferem significativamente em sua onomástica tradicional. Por fim, quanto aos aspectos morfossintáticos, está em curso um forte processo de enfraquecimento do paradigma de concordância verbal, provocando uma mudança em seu parâmetro do sujeito nulo.</p> Wany Bernardete de Araujo Sampaio, Quesler Fagundes Camargos, Arikam Amondawa Copyright (c) 2021 Revista Brasileira de Linguística Antropológica http://creativecommons.org/licenses/by/4.0 https://periodicos.unb.br/index.php/ling/article/view/35742 Wed, 07 Jul 2021 00:00:00 -0300 The syntactic status of noun incorporation in the Tenetehára language (Tupí-Guaraní family) https://periodicos.unb.br/index.php/ling/article/view/38034 <p>Este artigo tem como objetivo propor uma análise teórica que explique o processo de incorporação nominal na língua Tenetehára (Tupí-Guaraní). Assim, procuramos responder à seguinte pergunta: com base nos pressupostos do Programa Minimalista (cf. Chomsky, 1993, 1995), qual é o traço formal responsável por motivar a incorporação nominal em Tenetehára? Consideramos dois tipos de incorporação nominal na lingua em análise, a saber: (i) predicados transitivos que se tornam verbos formalmente intransitivos à medida que o argumento interno é incorporado; e (ii) instâncias de estruturas possessivas em posições de argumento interno de verbos intransitivos e transitivos, a valência verbal é preservada, uma vez que apenas o nome possuído é incorporado. Quanto à sintaxe das incorporações nominais, com base em Baker (1988), lançamos bases para futuras investigações acerca desse fenômeno morfossintático dentro de uma abordagem minimalista (cf. Chomsky, 1993, 1995). Em suma, propomos que, na língua Tenetehára, a força motriz responsável pela incorporação do nome ao núcleo de um <em>v</em>P é o traço formal [+não individuado].</p> Ricardo Campos de Castro, Quesles Fagundes Camargos Copyright (c) 2021 Revista Brasileira de Linguística Antropológica http://creativecommons.org/licenses/by/4.0 https://periodicos.unb.br/index.php/ling/article/view/38034 Tue, 14 Sep 2021 00:00:00 -0300 Variação no sistema consonantal da língua Matis (Pano) https://periodicos.unb.br/index.php/ling/article/view/41415 <p>Este artigo apresenta uma proposta de análise do sistema consonantal na língua Matis. Com base na descrição fonológica da língua, analisamos se as consoantes plosivas sonoras (labial, alveolar e velar) estabelecem distinções funcionais ou se realizam como traços fonéticos de consoantes nasais. A investigação tem como base os primeiros estudos descritivos sobre a fonologia Matis, e os dados analisados provêm de sessões de elicitação e principalmente de narrativas coletadas em trabalho de campo. Os resultados apresentados indicam que processos fonológicos de nasalização e ressilabificação condicionam a variação de consoantes que se realizam na forma de nasais pós-oralizadas. Com a análise funcional dos segmentos e variações consonantais baseada no exame do sistema consonantal do Matis, buscamos avançar a descrição do nível fonológico dessa língua e colaborar na definição de grafemas consonantais utilizados na escrita.</p> Raphael Augusto Oliveira Barbosa, Waldemar Ferreira Netto Copyright (c) 2021 Revista Brasileira de Linguística Antropológica http://creativecommons.org/licenses/by/4.0 https://periodicos.unb.br/index.php/ling/article/view/41415 Wed, 29 Dec 2021 00:00:00 -0300 La Estructura Sonora del Koreguaje https://periodicos.unb.br/index.php/ling/article/view/40360 <p>A língua Koreguaje, pertencente à subfamília de línguas Tukanas ocidentais, é falada no sudoeste da Colômbia por cerca de 2.500 pessoas. Uma característica importante da sua estrutura sonora é a nasalidade, que tratamos neste trabalho num nível suprassegmental. Para a descrição dos processos de expansão da nasalidade ao interior dos morfemas e morfo-fonemas, adotamos o marco teórico da fonologia lexical. Estes processos são realizados a partir de representações subjacentes, sustentadas por estudos proto-fonêmicos, das unidades mínimas significativas da língua para derivar suas estruturas fonéticas. Através de exemplificações, tentamos demostrar a validade desta proposta teórica.</p> Carlos Dupont Moreno Copyright (c) 2021 Revista Brasileira de Linguística Antropológica http://creativecommons.org/licenses/by/4.0 https://periodicos.unb.br/index.php/ling/article/view/40360 Wed, 29 Dec 2021 00:00:00 -0300 Por uma história da linguagem da Cerâmica Paulista https://periodicos.unb.br/index.php/ling/article/view/40664 <p>Os registros da linguagem da materialidade oferecem pistas para compreender uma parte das relações de Tupiniquim e Portugueses em São Paulo, Brasil. Essas pessoas articularam práticas em um ambiente bilíngue, em uma trajetória histórica que fez emergir o que a linguística brasileira denominou Língua Geral Paulista (LGP). Neste artigo, com uma perspectiva diferente da historiografia dominante que apagou a autonomia das mulheres, considerando-as como monolíngues, mostramos evidências eloquentes de sua atuação nas relações sociais, na segurança alimentar, amansando as práticas linguísticas e cerâmicas dos portugueses, onde a oralidade foi fator central da sociabilidade e de inquebráveis trajetórias.</p> Francisco Noelli, Marianne Sallum Copyright (c) 2021 Revista Brasileira de Linguística Antropológica http://creativecommons.org/licenses/by/4.0 https://periodicos.unb.br/index.php/ling/article/view/40664 Wed, 29 Dec 2021 00:00:00 -0300 Mãdïka – Lua, o marido de todas as mulheres https://periodicos.unb.br/index.php/ling/article/view/41416 <p>Neste texto, fruto de observações etnográficas, apresento o mito juruna sobre a Lua, em português e em língua indígena, o simbolismo da Lua para esta cultura, com seus rituais e importância na vida cotidiana, fazendo uma breve comparação com outros povos, entre os quais se observa uma relação entre Sol e Lua. Contudo, para os Juruna, essa relação não existiria. O Sol, kuadï, tem seu mito totalmente desvinculado do mito da Lua, mãdïka, como será abordado. As fases da Lua são apresentadas, com suas diferenças de caracterização em relação às nossas. Uma interpretação pela psicologia analítica é esboçada ao final.</p> Cristina Martins Fargetti Copyright (c) 2021 Revista Brasileira de Linguística Antropológica http://creativecommons.org/licenses/by/4.0 https://periodicos.unb.br/index.php/ling/article/view/41416 Wed, 29 Dec 2021 00:00:00 -0300 Educação, Linguagem e Religião https://periodicos.unb.br/index.php/ling/article/view/37115 <p>O objetivo principal deste texto é analisar o ingresso dos Pacaas Novos na cultura escrita, por meio da análise de cartilhas de alfabetização produzidas por missionários da Missão Novas Tribos do Brasil (MNTB) de 1974 a 1988. Esses povos atravessaram diversos períodos críticos nos processos de ocupação da Amazônia, dentre outros, a escravidão nos seringais, maus tratos, e imposições de concepções religiosas em interface direta com o regime da ditadura civil-militar (1964-1985). O trabalho educacional inicial envolveu a alfabetização em língua indígena e depois em língua portuguesa por meio de cartilhas que operavam com o método analítico da palavração. Concluímos que apesar da MNTB não ocupar mais a centralidade dos processos formativos, tendo em vista a legislação vigente, suas marcas ficaram e repercutem por meio de nomes de missionários nas escolas e, entre outras propostas, pelo fato do currículo ainda reproduzir o velho modelo das cartilhas nas práticas pedagógicas contemporâneas.</p> Josélia Gomes Neves Copyright (c) 2021 Revista Brasileira de Linguística Antropológica http://creativecommons.org/licenses/by/4.0 https://periodicos.unb.br/index.php/ling/article/view/37115 Wed, 29 Dec 2021 00:00:00 -0300 Zootopônimos indígenas da região insular de Ananindeua-PA https://periodicos.unb.br/index.php/ling/article/view/38394 <p>Este artigo consiste em um estudo dos nomes de lugares, topônimos, do município de Ananindeua-Pará, em especial os zootopônimos de origem indígena de acordo com a classificação taxonômica proposta por Dick (1990a, 1990b). O trabalho integra a dinâmica geossciolinguística (Razky 1998) do eixo de pesquisa Atlas Linguístico do Português em Áreas Indígenas (ALiPAI) do projeto Geossciolinguística e Socioterminologia coordenado por Abdelhak Razky (UnB/UFPA/CNPq). O presente trabalho tem como objetivo principal documentar e analisar topônimos dos bairros, comunidades, furos de rios, rios, ilhas e igarapés da cidade de Ananindeua-PA, a fim de classificá-los quanto à sua estrutura morfológica e suas causas denominativas. Os dados organizaram-se num quadro com as respectivas colunas (topônimo / acidente geográfico / etimologia / estrutura morfológica). Os resultados reforçam a influência indígena ao analisar as motivações toponímicas dos nomes (rios, igarapés, furos de rio e ilhas), especialmente, na região insular do referido município.</p> Abdelhak Razky, Karla Juliana Copyright (c) 2021 Revista Brasileira de Linguística Antropológica http://creativecommons.org/licenses/by/4.0 https://periodicos.unb.br/index.php/ling/article/view/38394 Wed, 29 Dec 2021 00:00:00 -0300 Un ejemplo de comparación de cuatros dialetos Guaranies por Wanda Hanke, 1948 (manuscrito) https://periodicos.unb.br/index.php/ling/article/view/41418 Ana Suelly Arruda Câmara Cabral, Jorge Domingues Lopes, Suseile Andrade Sousa, Wanda Hanke Copyright (c) 2021 Revista Brasileira de Linguística Antropológica http://creativecommons.org/licenses/by/4.0 https://periodicos.unb.br/index.php/ling/article/view/41418 Wed, 29 Dec 2021 00:00:00 -0300 Native Providence: Memory, Community, and Survivance in the Northeast https://periodicos.unb.br/index.php/ling/article/view/38828 Marianne Sallum , Francisco Silva Noelli Copyright (c) 2021 Revista Brasileira de Linguística Antropológica http://creativecommons.org/licenses/by/4.0 https://periodicos.unb.br/index.php/ling/article/view/38828 Thu, 15 Jul 2021 00:00:00 -0300 Deni Plant Names https://periodicos.unb.br/index.php/ling/article/view/38825 <p>This article is a report on Deni ethnobotanical terms and their indigenous speakers’ classification/taxonomy collected from two speakers in 1993 at Porto Velho, nly Rondônia. The transcriptions are believed to be phonologically accurate, but the work reported on is the only work I have done on Deni, so occasional errors may be present.</p> Terrence Kaufman Copyright (c) 2021 Revista Brasileira de Linguística Antropológica http://creativecommons.org/licenses/by/4.0 https://periodicos.unb.br/index.php/ling/article/view/38825 Mon, 12 Jul 2021 00:00:00 -0300 Paiter ethnobotany https://periodicos.unb.br/index.php/ling/article/view/38826 <p>Este estudo apresenta nomes Paiter de plantas organizadas por meio de agrupamentos populares especificados pelos falantes entrevistados. A recolha de dados ocorreu junto a um falante em 1993, três falantes em 2014, e um dos falantes de 2014 em 2016. O falante de 1993 e os de 2014-2016 eram de aldeias distintas, e suas falas não foram idênticas. Algumas outras discrepâncias podem dever-se ao meu pouco tempo em tentar ouvir Paiter com precisão.</p> Terrence Kaufman Copyright (c) 2021 Revista Brasileira de Linguística Antropológica http://creativecommons.org/licenses/by/4.0 https://periodicos.unb.br/index.php/ling/article/view/38826 Wed, 07 Jul 2021 00:00:00 -0300 Paiter ethnozoology https://periodicos.unb.br/index.php/ling/article/view/38827 <p>Este estudo apresenta nomes Paiter de animais organizadas por meio de agrupamentos populares especificados pelos falantes entrevistados. A recolha de dados ocorreu junto a um falante em 1993, três falantes em 2014, e um dos falantes de 2014 em 2016. O falante de 1993 e os de 2014-2016 eram de aldeias distintas, e suas falas não foram idênticas. Algumas outras discrepâncias podem dever-se ao meu pouco tempo em tentar ouvir Paiter com precisão.</p> Terrence Kaufman Copyright (c) 2021 Revista Brasileira de Linguística Antropológica http://creativecommons.org/licenses/by/4.0 https://periodicos.unb.br/index.php/ling/article/view/38827 Wed, 07 Jul 2021 00:00:00 -0300