https://periodicos.unb.br/index.php/ling/issue/feed Revista Brasileira de Linguística Antropológica 2021-07-22T11:56:42-03:00 Ana Suelly Arruda Câmara Cabral rblaunb@unb.br Open Journal Systems <p style="text-align: justify;">A Revista Brasileira de Linguística Antropológica (RBLA) é uma revista aberta, de publicação contínua e publicação de números especiais, publicada pelo Laboratório de Línguas e Literaturas Indígenas, Instituto de Letras da Universidade de Brasília. Fundada em 2009 por Aryon Dall’Igna Rodrigues e Ana Suelly Arruda Câmara Cabral, a revista visa ser um fórum frutífero para os estudos acadêmicos sobre as línguas e culturas dos povos nativos das Américas, com foco especial no continente sul-americano. Seus principais interesses são artigos, relatórios de pesquisa, diários de campo, ensaios bibliográficos e recensões de estudos linguísticos que enfatizem a interface entre língua e cultura em uma perspectiva descritiva ou histórica.</p> https://periodicos.unb.br/index.php/ling/article/view/38034 O estatuto sintático da incorporação nominal na língua Tenetehára (família Tupí-Guaraní) 2021-05-31T20:54:34-03:00 Ricardo Campos de Castro ricardorrico@uol.com.br Quesles Fagundes Camargos asaczoe@gmail.com <p>Este artigo tem como objetivo propor uma análise teórica que explique o processo de incorporação nominal na língua Tenetehára (Tupí-Guaraní). Assim, procuramos responder à seguinte pergunta: com base nos pressupostos do Programa Minimalista (cf. Chomsky, 1993, 1995), qual é o traço formal responsável por motivar a incorporação nominal em Tenetehára? Consideramos dois tipos de incorporação nominal na lingua em análise, a saber: (i) predicados transitivos que se tornam verbos formalmente intransitivos à medida que o argumento interno é incorporado; e (ii) instâncias de estruturas possessivas em posições de argumento interno de verbos intransitivos e transitivos, a valência verbal é preservada, uma vez que apenas o nome possuído é incorporado. Quanto à sintaxe das incorporações nominais, com base em Baker (1988), lançamos bases para futuras investigações acerca desse fenômeno morfossintático dentro de uma abordagem minimalista (cf. Chomsky, 1993, 1995). Em suma, propomos que, na língua Tenetehára, a força motriz responsável pela incorporação do nome ao núcleo de um <em>v</em>P é o traço formal [+não individuado].</p> 2021-09-14T00:00:00-03:00 Copyright (c) 2021 Revista Brasileira de Linguística Antropológica https://periodicos.unb.br/index.php/ling/article/view/36930 Memórias sobre tempos de peste 2021-04-28T16:13:06-03:00 Francisco Noelli francisconoelli@edu.ulisboa.pt <p>O registro linguístico sobre doenças infectocontagiosas nas línguas Guaraní começou no século XVII. Este artigo reúne 544 entradas (palavras e frases) levantadas nos dicionários de Antonio Ruiz de Montoya, publicados nos anos 1639 e 1640. Além do interesse direto para medicina e saúde pública, também é fonte para a linguística histórico-comparativa e para a história da medicina Guaraní praticada milenarmente por <em>kuña paje </em>e <em>pajes</em>, mulheres e homens sábios na arte de curar.</p> 2021-07-08T00:00:00-03:00 Copyright (c) 2021 Revista Brasileira de Linguística Antropológica https://periodicos.unb.br/index.php/ling/article/view/37207 Língua adicional: um conceito “guarda-chuva” 2021-04-01T15:14:21-03:00 Ana Adelina Lôpo Ramos ramos.anadeli@gmail.com <p>Este artigo apresenta uma reflexão em defesa da expressão “Língua Adicional – LA”, que já vem sendo usada na literatura sobre língua não-primeira (LEFFA, 2013, LEFFA; IRALA, 2014, SCHLLATER, 2015, ALBUQUERQUE, no prelo), mas que ainda provoca discussão por aqueles que se valem de terminologia tradicional. Retomam-se termos como língua estrangeira - LE e o escalonamento L2, L3, L4, para discussão de sua impropriedade em determinados contextos. Situam-se outros como “Língua de Acolhimento - LAc” (ANÇÃ, 2003; GROSSO, 2010) e de “Língua de Herança - LH” (ORTIZ, 2016, 2020), em paradigma que atende às novas demandas de um mundo migratório. Com base em fundamento sociocognitivo (VIGOTSKI, 1984, MARCUSKI, 2004), revisita-se o conceito de interlíngua (SELINKER, 1972) e advoga-se em defesa do uso LA como hiperônimo, conceito “guarda-chuva”, portanto, apropriado para todas as situações, inclusive a específicas.</p> <p><strong>&nbsp;</strong></p> <p><strong>Palavras-chave: </strong>Língua adicional. Interlíngua. Sociocognição. Português brasileiro. Ensino.</p> <p>&nbsp;</p> 2021-07-07T00:00:00-03:00 Copyright (c) 2021 Revista Brasileira de Linguística Antropológica https://periodicos.unb.br/index.php/ling/article/view/35742 Variação e mudança linguística em Amondawa 2021-02-01T18:03:35-03:00 Wany Bernardete de Araujo Sampaio wansamp@gmail.com Quesler Fagundes Camargos asacczoe@gmail.com Arikam Amondawa asacczoe@gmail.com <p>Este trabalho tem por objetivo tratar de alguns casos de variação que apontam para uma possível mudança linguística em Amondawa (Tupi-Kawahib). Quanto aos aspectos fonéticos, são apresentadas variações que podem implicar em uma alteração em seu sistema fonológico, tais como: a redução no inventário das vogais, mudança no padrão silábico e processo de fonologização devido à redução de alofones nasais. No que diz respeito ao léxico, devido ao contato com a sociedade não indígena, têm havido incorporações de palavras da língua portuguesa, criação de novas palavras a partir de mecanismos morfológicos do Amondawa e a adoção de nomes próprios alheios à cultura que interferem significativamente em sua onomástica tradicional. Por fim, quanto aos aspectos morfossintáticos, está em curso um forte processo de enfraquecimento do paradigma de concordância verbal, provocando uma mudança em seu parâmetro do sujeito nulo.</p> 2021-07-07T00:00:00-03:00 Copyright (c) 2021 Revista Brasileira de Linguística Antropológica https://periodicos.unb.br/index.php/ling/article/view/38828 Sobrevivência e comunidades indígenas de uma cidade da costa leste dos Estados Unidos 2021-07-07T13:31:59-03:00 Marianne Sallum asacczoe@gmail.com Francisco Silva Noelli asacczoe@gmail.com 2021-07-15T00:00:00-03:00 Copyright (c) 2021 Revista Brasileira de Linguística Antropológica https://periodicos.unb.br/index.php/ling/article/view/38989 Mitos e contos dos índios Kayapó (Grupo Kuben-Kran-Kegn) 2021-07-22T11:56:42-03:00 Jorge Domingues Lopes Jorgedomlopes@gmail.com Alfred Métraux jorgedomlopes@gmail.com <p>Trata-se de um conjunto de 26 mitos e contos dos índios Kayapó (Grupo Kuben-Kran-Kegn), registrados pelo antropólogo Alfred Métraux em suas missões científicas no Brasil, publicados pela primeira vez, em francês, no ano de 1960.</p> 2021-07-28T00:00:00-03:00 Copyright (c) 2021 Revista Brasileira de Linguística Antropológica https://periodicos.unb.br/index.php/ling/article/view/38825 Deni Plant Names 2021-07-07T12:30:22-03:00 Terrence Kaufman topkat@pitt.edu <p>This article is a report on Deni ethnobotanical terms and their indigenous speakers’ classification/taxonomy collected from two speakers in 1993 at Porto Velho, nly Rondônia. The transcriptions are believed to be phonologically accurate, but the work reported on is the only work I have done on Deni, so occasional errors may be present.</p> 2021-07-12T00:00:00-03:00 Copyright (c) 2021 Revista Brasileira de Linguística Antropológica https://periodicos.unb.br/index.php/ling/article/view/38826 Paiter ethnobotany 2021-07-07T12:35:38-03:00 Terrence Kaufman topkat@pitt.edu <p>Este estudo apresenta nomes Paiter de plantas organizadas por meio de agrupamentos populares especificados pelos falantes entrevistados. A recolha de dados ocorreu junto a um falante em 1993, três falantes em 2014, e um dos falantes de 2014 em 2016. O falante de 1993 e os de 2014-2016 eram de aldeias distintas, e suas falas não foram idênticas. Algumas outras discrepâncias podem dever-se ao meu pouco tempo em tentar ouvir Paiter com precisão.</p> 2021-07-07T00:00:00-03:00 Copyright (c) 2021 Revista Brasileira de Linguística Antropológica https://periodicos.unb.br/index.php/ling/article/view/38827 Paiter ethnozoology 2021-07-07T12:41:20-03:00 Terrence Kaufman topkat@pitt.edu <p>Este estudo apresenta nomes Paiter de animais organizadas por meio de agrupamentos populares especificados pelos falantes entrevistados. A recolha de dados ocorreu junto a um falante em 1993, três falantes em 2014, e um dos falantes de 2014 em 2016. O falante de 1993 e os de 2014-2016 eram de aldeias distintas, e suas falas não foram idênticas. Algumas outras discrepâncias podem dever-se ao meu pouco tempo em tentar ouvir Paiter com precisão.</p> 2021-07-07T00:00:00-03:00 Copyright (c) 2021 Revista Brasileira de Linguística Antropológica