A Cultura Cerâmica do Tronco Tupí no alto Ji-Paraná, Rondônia, Brasil: Algumas Reflexões Teóricas, Hipotéticas e Conclusivas

Autores

  • Eurico Theofilo Miller Eletronorte

DOI:

https://doi.org/10.26512/rbla.v1i1.12288

Palavras-chave:

arqueologia, linguística histórica, Prototupí, Proto-Tupíguaraní, Alto-Jiparaná.

Resumo

Em 1969, foi reconhecido o vínculo etno-histórico e linguístico dos falantes Tupí-Guaraní com a cerâmica arqueológica correlata da Faixa Costeira, a qual foi denominada de Tupíguaraní. Desde 1958, a “terra natal” do Tronco Tupí foi proposta como tendo sido a mesopotâmia Guaporé-Madeira e Aripuanã (Rodrigues 1958a,1964), por conter seis das suas dez famílias linguísticas (Rodrigues 1986). Em 1913, a Missão Rondon encontrou falantes de línguas Tupí-Guaraní e suas malocas no alto rio Ji-Paraná, RO. Desde 1974 temos estado in loco, testando teórica e empiricamente essa hipótese, com o PROPA 1974-7/MT-RO, o PRONAPABA 1978-83/RO-AM, o GERO, a Eletronorte e o CNEC. Além da cerâmica corrugada e pintada e de urnas funerárias tão antigas quanto a “terra natal”, há lá outros atributos do tipo Tupíguaraní. O mesmo vínculo entre dados arqueológicos, etno-históricos e linguísticos encontrado na Faixa Costeira foi testado na “terra natal” do Proto-Tupí e do Proto-Tupí-Guaraní, tendo resultado na mesma correlação. A busca empírica pela “terra natal” do tronco Tupí chegou até ao seu miolo, através da correlação entre os dados da arqueologia de campo, datações 14C, linguística histórica e fontes etno-históricas.

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Publicado

2012-12-11

Como Citar

Miller, E. T. (2012). A Cultura Cerâmica do Tronco Tupí no alto Ji-Paraná, Rondônia, Brasil: Algumas Reflexões Teóricas, Hipotéticas e Conclusivas. Revista Brasileira De Linguística Antropológica, 1(1), 35–136. https://doi.org/10.26512/rbla.v1i1.12288

Edição

Seção

Artigos