Arte de grammatica da lingua brasilica da naçam Kiriri (Mamiani, 1699): uma análise historiográfica e ecolingística sobre a cultura Macro-jê na formação do ecossistema Brasil

Autores

  • Leonardo Ferreira Kaltner Universidade Federal Fluminense/ Faperg

Resumo

Este artigo revisita a Arte de grammatica da lingua brasilica da naçam Kiriri (1699), de Luís Vincêncio Mamiani, a partir de uma abordagem ecolinguística crítica. Articulando Historiografia da Linguística e Ecolinguística, analisa-se a gramática como parte do dispositivo colonial que reorganizou ecologias linguísticas indígenas no Brasil. A descrição da língua kiriri segundo categorias greco-latinas evidencia relações assimétricas de poder, expropriação territorial e assimilação cultural impostas aos povos Macro-Jê. Ao mesmo tempo, o texto conserva vestígios de uma língua profundamente relacional e de modos de vida incompatíveis com a lógica mercantil colonial, configurando a gramática como espaço de violência epistemológica e, paradoxalmente, de resistência linguística.

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Publicado

2026-02-28

Como Citar

Kaltner, L. F. (2026). Arte de grammatica da lingua brasilica da naçam Kiriri (Mamiani, 1699): uma análise historiográfica e ecolingística sobre a cultura Macro-jê na formação do ecossistema Brasil. Ecolinguística: Revista Brasileira De Ecologia E Linguagem (ECO-REBEL), 12(1), 91–105. Recuperado de https://periodicos.unb.br/index.php/erbel/article/view/61600

Edição

Seção

Artigos