Toward a semiotics of syntropy: grammaticality, evolution, and successional dynamics in agroecosystems
Resumo
Sob a perspectiva da Teoria dos Sistemas — dialogando com pensadores como Edgar Morin, Ilya Prigogine e Jorge de Albuquerque Vieira — e em articulação com a Semiótica de Charles S. Peirce, este artigo examina as dinâmicas subjacentes à Agricultura Sintropia de Ernst Götsch, com foco em seus ciclos sucessionais, parâmetros evolutivos e regime de sentido ou gramaticalidade. Desenvolvido empiricamente e de modo pragmático ao longo de décadas, o modelo agroflorestal sintropico decorre da tentativa de Götsch de compreender como a natureza se organiza para sustentar e intensificar a vida. Sua metodologia de cultivo fundamenta-se em princípios termodinâmicos, convertendo o manejo da entropia na colheita da sintropia, isto é, da organização promotora da vida. Propomos que essa metodologia opera como um processo estocástico e não linear que favorece a emergência e a singularidade de sistemas vivos, estocásticos e em contínua evolução criativa — gênese — permitindo que tanto as espécies incluídas quanto os ambientes que elas habitam aumentem sua resiliência e complexidade. Sua triplo enraizamento — termodinâmico, eco-biológico e agro-cultural — constitui a gramaticalidade da agricultura sintropica, ou seu regime de sentido. Nesse enquadramento, as dinâmicas físico-químicas de sistemas fora do equilíbrio impulsionam a variabilidade das espécies em ciclos sucessionais, promovendo ecossistemas mais saudáveis, autoprodutivos e auto-organizáveis. O artigo conclui que a Agricultura Sintropica posiciona o Homo sapiens como operador de transformações semânticas nos agroecossistemas.
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