Toward a semiotics of syntropy: grammaticality, evolution, and successional dynamics in agroecosystems

Autores

  • Marcelo Moreira Santos Universidade Presbiteriana Mackenzie

Resumo

Sob a perspectiva da Teoria dos Sistemas — dialogando com pensadores como Edgar Morin, Ilya Prigogine e Jorge de Albuquerque Vieira — e em articulação com a Semiótica de Charles S. Peirce, este artigo examina as dinâmicas subjacentes à Agricultura Sintropia de Ernst Götsch, com foco em seus ciclos sucessionais, parâmetros evolutivos e regime de sentido ou gramaticalidade. Desenvolvido empiricamente e de modo pragmático ao longo de décadas, o modelo agroflorestal sintropico decorre da tentativa de Götsch de compreender como a natureza se organiza para sustentar e intensificar a vida. Sua metodologia de cultivo fundamenta-se em princípios termodinâmicos, convertendo o manejo da entropia na colheita da sintropia, isto é, da organização promotora da vida. Propomos que essa metodologia opera como um processo estocástico e não linear que favorece a emergência e a singularidade de sistemas vivos, estocásticos e em contínua evolução criativa — gênese — permitindo que tanto as espécies incluídas quanto os ambientes que elas habitam aumentem sua resiliência e complexidade. Sua triplo enraizamento — termodinâmico, eco-biológico e agro-cultural — constitui a gramaticalidade da agricultura sintropica, ou seu regime de sentido. Nesse enquadramento, as dinâmicas físico-químicas de sistemas fora do equilíbrio impulsionam a variabilidade das espécies em ciclos sucessionais, promovendo ecossistemas mais saudáveis, autoprodutivos e auto-organizáveis. O artigo conclui que a Agricultura Sintropica posiciona o Homo sapiens como operador de transformações semânticas nos agroecossistemas.

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Publicado

2026-02-28

Como Citar

Santos, M. M. (2026). Toward a semiotics of syntropy: grammaticality, evolution, and successional dynamics in agroecosystems. Ecolinguística: Revista Brasileira De Ecologia E Linguagem (ECO-REBEL), 12(1), 59–75. Recuperado de https://periodicos.unb.br/index.php/erbel/article/view/61598

Edição

Seção

Artigos