Gênero: brincante – O que a brincadeira nos ensina sobre alteridade Ierê Fraga Carvalhedo
DOI:
https://doi.org/10.26512/dramaturgias30.60976Palavras-chave:
Gênero, Alteridade, BrincadeiraResumo
Partindo da convicção do filósofo Paul B. Preciado (2018) de que gênero não pode ser tratado como uma propriedade individual, sendo algo que fazemos juntos, a proposta deste artigo é desenvolver a ideia de uma experiência de alteridade em que a brincadeira esteja presente como o operador do encontro. O argumento, ainda incipiente, se apoia na tese do canadense Brian Massumi (2021) de que é na brincadeira que a maioria das formas de vida encontram soluções criativas para evoluir. A fim de superar o que está dado, o que entra em jogo na brincadeira é a diferença e o seu poder de variação. O propósito do gesto lúdico é o de não coincidir com o gesto da sua arena de atividade análoga, encontrando assim, numa zona de indiscernibilidade, a lógica da indecidibilidade. Se soma ao pretexto desta escrita, a ideia de teatralidade desenvolvida por alguns autores de estudos teatrais e das artes performativas, a fim de apoiar a tese de Massumi na esfera das brincadeiras humanas. E, ainda, para vislumbrar o brincar para além de um mero jogo, o conceito de experiência do filósofo da educação Jorge Larrosa (2015) nos ajuda a entender, porque no capitalismo onde tudo o que vale é lucrar, perder é uma experiência política.
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