Caderno de Squibs: Temas em estudos formais da linguagem https://periodicos.unb.br/index.php/cs <p align="justify">O <strong>Caderno de <em>Squibs</em>: Temas em estudos formais da linguagem</strong>, vinculado à Universidade de Brasília (UnB), publica trabalhos na área de Teoria e Análise Linguística com foco em Gramática, Teoria e Análise. Visa dar visibilidade a pesquisas em andamento ou concluídas, desenvolvidas na perspectiva formal da linguagem, por pesquisadores vinculados a instituições de ensino e pesquisa nacionais e internacionais. Embora a revista dê ênfase à publicação de <em>squibs</em>, o periódico também aceita a submissão de artigos. Em linhas gerais, um <em>squib</em> é definido como um pequeno artigo que discute um conjunto de dados ou uma questão teórica pontual. </p> <p align="justify"> </p> <p align="justify">"Um <em>squib</em> é um texto curto que, geralmente, traz questões pontuais. Pode trazer uma reflexão crítica sobre aspectos internos de uma teoria ou, ainda, apresentar um conjunto de dados que servem para confirmar as previsões de uma teoria ou que se configuram como problemas para essa teoria. Os problemas apontados no <em>squib</em> podem ou não ser resolvidos. Além dessas questões teóricas e empíricas, um <em>squib</em> também pode servir para trazer à luz para a comunidade científica uma literatura pouco conhecida ou esquecida, em que questões importantes ou dados relevantes são discutidos." (Marcus Lunguinho. <strong>Sobre o termo <em>squib</em> em Linguística</strong>. Nota inicial do Caderno de <em>Squibs</em>). </p> pt-BR Caderno de Squibs: Temas em estudos formais da linguagem 2447-1372 <p>Autorizo a publicação de <em>squib/</em>artigo de minha autoria e inteira responsabilidade para publicação.</p> <p><span class="st"><span id="result_box" lang="en">I authorize the publication of the squib/paper of my authorship and full responsibility for publication.</span></span> </p> Apresentação https://periodicos.unb.br/index.php/cs/article/view/45619 Conselho Editorial Copyright (c) 2022 http://creativecommons.org/licenses/by-nc/4.0 2022-11-07 2022-11-07 7 2 10 14 Theme vowels and a root-based approach to morphology: evidence from Brazilian Portuguese https://periodicos.unb.br/index.php/cs/article/view/40979 <p>This research makes use of data from thematic vowels interacting with diminutives and metaphony in Brazilian Portuguese to argue for a grammatical configuration in which morphemes can merge directly at the root. This article, therefore, offers evidence in favor of an approach to morphological theory based on the root as the primitive unit, as proposed by Distributed Morphology. In short, this paper argues that, by starting from the root, we have simple answers to complex phonological problems. Therefore, this work diverges from theories that argue that the stem is the primitive, and which assume that minimal category-neutral units are unmotivated and unnecessary. </p> Filomena Sandalo Copyright (c) 2022 Caderno de Squibs: Temas em estudos formais da linguagem http://creativecommons.org/licenses/by-nc/4.0 2022-11-07 2022-11-07 7 2 16 30 v. 7, n. 2 https://periodicos.unb.br/index.php/cs/article/view/45617 Conselho Editorial Copyright (c) 2022 http://creativecommons.org/licenses/by-nc/4.0 2022-11-07 2022-11-07 7 2 1 6 Nominalizações infinitivas no português brasileiro: eventividade e estrutura argumental https://periodicos.unb.br/index.php/cs/article/view/41069 <p>O estatuto dos nominais zero, isto é, sem sufixo nominalizador fonologicamente realizado, tem sido alvo de debates no âmbito dos estudos linguísticos. De forma geral, a literatura especializada aponta que tais formações são incompatíveis com a estrutura argumental do verbo correspondente (GRIMSHAW, 1990; ALEXIADOU, 2001; BORER, 2013). As nominalizações infinitivas do português brasileiro, no entanto, parecem apresentar um comportamento distinto: tais formações denotam evento e mantêm a estrutura argumental do verbo de base. Assim, seguindo Souza (2021), argumentamos, a partir do comportamento empírico de dados das nominalizações infinitivas do PB e com base nos diagnósticos de Grimshaw (1990), contra a ideia de que nominais zero são sistematicamente barrados do licenciamento de estrutura argumental.</p> Dalila Maria de Souza Paula Roberta Gabbai Armelin Copyright (c) 2022 Caderno de Squibs: Temas em estudos formais da linguagem http://creativecommons.org/licenses/by-nc/4.0 2022-11-07 2022-11-07 7 2 32 43 Em favor de raízes sem diacríticos https://periodicos.unb.br/index.php/cs/article/view/40408 <p>Muitos autores assumem e até propõem que raízes possuem diacríticos para lidar com certas informações gramaticais dependentes das raízes, como classe e gênero (cf. EMBICK; HALLE, 2005; OLTRA-MASSUET, 1999; HARRIS, 1999; ALCÂNTARA, 2010; BASSANI; LUNGUINHO, 2011; entre outros). Entretanto, mesmo com o sistema computacional operando sobre raízes sem diacríticos, os fenômenos que motivam a existência dessas marcações (cf. autores acima) podem ser derivados, como será exemplificado com a marcação de gênero e classe neste squib, marcações comumente estudadas. Em vista disso, nosso objetivo é defender a adiacriticidade das raízes, a partir de fenômenos já explorados na literatura. Para tanto, trazemos algumas evidências que sugerem que raízes não possuem traço de classe, a partir de Acquaviva (2009), e outras evidências relacionadas a gênero, trabalhadas em Resende e Santana (2019). Todas parecem sugerir que introjetar diacríticos nas raízes não só cria um problema teórico como também coloca em xeque a eficiência computacional.</p> Claudia Souza Coelho Paulo Ângelo Araújo-Adriano Copyright (c) 2022 Caderno de Squibs: Temas em estudos formais da linguagem http://creativecommons.org/licenses/by-nc/4.0 2022-11-07 2022-11-07 7 2 44 52 Discutindo a estrutura das passivas estativas no português brasileiro: evidências de complexidade estrutural https://periodicos.unb.br/index.php/cs/article/view/41058 <p>Este trabalho investiga as estruturas conhecidas como passivas estativas no português brasileiro, sob a perspectiva teórica da Morfologia Distribuída (HALLE; MARANTZ, 1993; MARANTZ, 1997). As estativas são tema de constante debate na literatura. De maneira geral, contudo, existe a tendência de que sejam vistas como detentoras de menos material sintático do que as passivas eventivas, especialmente quanto à formação do particípio. Embick (2004), em particular, defende que o particípio das passivas estativas é formado por apenas uma concatenação entre raiz e um núcleo de aspecto (Asp). Todavia, há contraevidências em diversas línguas, como apontam Alexiadou e Anagnostopoulou (2008) com dados do grego e Alexiadou et al. (2014) com dados do alemão. Esses autores identificam estruturas estativas cujos particípios se originam de verbos marcados para transitividade, indicando a presença de uma camada verbal (<em>v</em>). Nosso trabalho se insere nessa discussão, apresentando dados do português brasileiro que evidenciam uma grande complexidade estrutural nos particípios de estativas. Entre essas evidências, incluem-se a presença de vogais temáticas verbais e sufixos verbalizadores na composição desses particípios. Os dados sugerem que a identidade da estativa não pode ser atribuída unicamente ao particípio, mas sim deve levar em consideração os outros elementos que a compõem.</p> Karina Carolina Vieira Paula Roberta Gabbai Armelin Lydsson Agostinho Gonçalves Copyright (c) 2022 Caderno de Squibs: Temas em estudos formais da linguagem http://creativecommons.org/licenses/by-nc/4.0 2022-11-07 2022-11-07 7 2 53 65 A realização fonológica de aspecto em Libras https://periodicos.unb.br/index.php/cs/article/view/40296 <p>Este trabalho apresenta resultados de uma pesquisa realizada sobre a Língua Brasileira de Sinais (Libras), que investiga o conteúdo fonológico correspondente à realização do traço de telicidade e duração de eventos. Empenhamo-nos em investigar propriedades temporais que distinguem eventualidades, das quais nos atemos aos pares telicidade/atelicidade e durativo/não durativo. O arcabouço teórico é a Morfologia Distribuída (HALLE; MARANTZ, 1993) e o Modelo Prosódico (BRENTARI, 1998). Com base no estudo empreendido, este trabalho chega à conclusão de que articulações da face inferior (boca, bochechas e queixo) são especificadas pelos traços [+/- contínuo] e [+/- pontual] correspondendo à contraparte fonológica de traços de aspecto. Fortalecemos as premissas da Morfologia Distribuída ao evidenciar uma motivação semântico-enciclopédica no preenchimento do conteúdo fonológico dos nós terminais gerados pela sintaxe em uma língua não oral. Espera-se que, com os resultados desta pesquisa, poder-se-á contribuir para uma teoria sobre o aspecto que seja vista em conexão com os diferentes componentes da gramática.</p> Hadassa Rodrigues Copyright (c) 2022 Caderno de Squibs: Temas em estudos formais da linguagem http://creativecommons.org/licenses/by-nc/4.0 2022-11-07 2022-11-07 7 2 66 75 Sobre o termo squib em Linguística https://periodicos.unb.br/index.php/cs/article/view/45618 Conselho Editorial Copyright (c) 2022 http://creativecommons.org/licenses/by-nc/4.0 2022-11-07 2022-11-07 7 2 8 9 Semântica(s) e raízes: discutindo a natureza das raízes na Morfologia Distribuída https://periodicos.unb.br/index.php/cs/article/view/41076 <p>Este trabalho constitui um artigo de revisão teórica e se insere no modelo da Morfologia Distribuída (HALLE; MARANTZ, 1993, 1994), pretendendo refletir sobre uma questão relevante para a teoria: a natureza das raízes. Objetivamos realizar uma revisão teórica acerca da discussão sobre a semântica das raízes, abordando diferentes trabalhos que tocam nessa temática. Discutimos algumas das diferentes concepções de conteúdo semântico que têm sido apresentadas na Morfologia Distribuída. A respeito da hipótese de que raízes são destituídas de conteúdo semântico, apresentamos as abordagens de Acquaviva (2008, 2014), Harley (2014), para os quais as raízes funcionam como índices diferenciais e só obtêm significado em um determinado contexto morfossintático. Com relação à hipótese de que as raízes possuem conteúdo semântico, discutimos os trabalhos de Minussi e Bassani (2017) e Resende (2020), os quais analisam dados de raízes do português que funcionam como evidências em favor da hipótese de que existe conteúdo semântico na raiz. Como resultados do trabalho de revisão teórica, constatamos que diferentes concepções de semântica têm sido associadas às raízes e que, para o avanço das discussões, é necessário ter clareza de que tipo de conteúdo semântico está sendo tratado. Também discutimos que classificações das raízes em tipos semânticos que denotam entidade, estado e evento, assim como a proposição de traços semânticos formais como <em>animacidade</em>, não são compatíveis com o pressuposto de que as raízes são acategoriais.</p> Beatrice Nascimento Monteiro Elisângela Gonçalves Copyright (c) 2022 Caderno de Squibs: Temas em estudos formais da linguagem http://creativecommons.org/licenses/by-nc/4.0 2022-11-07 2022-11-07 7 2 77 93 Morfologia avaliativa em Morfologia Distribuída https://periodicos.unb.br/index.php/cs/article/view/41078 <p>A partir de Scalise (1984), há o surgimento do debate acerca da natureza da chamada morfologia avaliativa e da tentativa de encaixá-la em algum dos componentes da arquitetura da gramática do falante. Neste artigo, proponho que a morfologia avaliativa é analisada de maneira direta num modelo teórico como a Morfologia Distribuída, o qual permite a sistematização da interface morfologia-semântica-pragmática que é perceptível na leitura avaliativa que os diminutivos, os aumentativos, as formas truncadas e os <em>blends</em>, por exemplo, podem apresentar. <em>Grosso modo</em>, assumo que os processos envolvidos na derivação de formas como essas podem receber uma análise unificada a partir da postulação da existência de um traço dissociado [Eval], que, adicionado a uma estrutura derivada já categorizada, é o responsável pela escolha do item de vocabulário adequado; além disso, tal derivação permite que defendamos a existência de efeitos pragmáticos atrelados a diminutivos, aumentativos, pejorativos e afetivos. Caracteriza-se, assim, a interface morfologia-semânticapragmática: um exponente morfofonológico realiza uma informação semântico-pragmática que diz respeito à atitude ou ao sentimento do falante perante um objeto, uma situação ou uma pessoa.</p> César Elidio Marangoni Junior Copyright (c) 2022 Caderno de Squibs: Temas em estudos formais da linguagem http://creativecommons.org/licenses/by-nc/4.0 2022-11-07 2022-11-07 7 2 94 110 Empréstimos em Morfologia Distribuída: termos do inglês em coreano e português https://periodicos.unb.br/index.php/cs/article/view/41049 <p>Este artigo pretende analisar o fenômeno dos empréstimos segundo o modelo gerativista da Morfologia Distribuída (MD), visto que algumas características da gramática dos falantes podem ser esclarecidas pelo estudo desses dados. O aparato da MD é capaz de explicar esse fenômeno e suas propriedades de uma maneira bem elegante e condizente com as produções observadas. Nesse contexto, analisamos, principalmente, ocorrências de empréstimos do inglês nas línguas coreana e portuguesa, com o intuito de evidenciar a importância de um estudo dessa natureza fora de um viés lexicalista e/ou diacrônico, dado que a existência de empréstimos é um fenômeno extremamente produtivo e comum a todas as línguas. Dessa forma, nossa hipótese é a de que nossa faculdade da linguagem possui propriedades que explicam o funcionamento dessas formas emprestadas, não importando a tipologia das línguas em foco ou a relação que possam estabelecer entre si.</p> Ana Paula Scher Raquel Gesqui Malagoli Copyright (c) 2022 Caderno de Squibs: Temas em estudos formais da linguagem http://creativecommons.org/licenses/by-nc/4.0 2022-11-07 2022-11-07 7 2 111 128 Revisitando a estrutura dos blends na Morfologia Distribuída: contribuições de dados comerciais https://periodicos.unb.br/index.php/cs/article/view/41056 <p>O presente trabalho busca, a partir do quadro teórico da Morfologia Distribuída (HALLE; MARANTZ, 1993; MARANTZ, 1997), analisar a derivação de um conjunto de nomes de bebidas alcóolicas cuja formação se dá a partir da junção entre o nome do ingrediente principal, cachaça, e o termo que indica o sabor, como <em>abacaxaça &lt; abacaxi + cachaça</em>. Nossa análise está fundamentada em estudos recentes (MINUSSI; NÓBREGA, 2014; NÓBREGA; MINUSSI, 2015; SCHER, 2012, 2016; SCHER; MARANGONI JUNIOR, 2020; entre outros) e estabelece uma interface entre eles, ao adotar a existência de um núcleo avaliativo, [EVAL], e o acesso da lista 3 ao componente morfológico, o que resulta na influência da Enciclopédia na inserção de vocabulário e, consequentemente, na sobreposição de segmentos fonológicos e na leitura apreciativa dos <em>blends</em>. Uma estipulação simples em PF atua para garantir que a forma fonológica ótima resulte da união das palavras, dispensando hierarquias complexas em favor de um mecanismo análogo à inserção de vocabulário. Como potenciais desdobramentos, apontamos para uma expansão do conjunto analisado, investigando os <em>blends</em> comerciais atestados na cultura brasileira de forma geral a partir da nossa proposta.</p> Lydsson Agostinho Gonçalves Maíra Candian Copyright (c) 2022 Caderno de Squibs: Temas em estudos formais da linguagem http://creativecommons.org/licenses/by-nc/4.0 2022-11-07 2022-11-07 7 2 129 147