Deslocamentos simbólicos: as narrativas (auto)biográficas e as marcas do processo de (in)visibilidade dos sujeitos em movimento
Resumo
A escrita está pautada na observação e na inquietação que envolvem a (in)visibilidade de sujeitos-migrantes e as perspectivas de narrativas (auto)biográficas possibilitarem a compreensão do processo de visibilidade dessa população. A partir da observação urbana, identifica a relação entre o olhado e o não visto, entre o ouvido e o não escutado no contexto social, considerando que o reconhecimento da dignidade humana e o respeito aos direitos iguais e inalienáveis são o fundamento da liberdade, da justiça e da paz no mundo. Evidencia o não lugar como um lugar de passagem, onde encontram-se os sujeitos-migrantes. Debruça-se sobre a expressividade informativa, sensorial e linguística das narrativas (auto)biográficas deste sujeito distanciado de suas origens, de sua cultura e que conecta sua vida a uma realidade permeada por deslocamentos constantes. A partir do atravessamento social e histórico e da inscrição do sujeito no mundo contemporâneo, evidencia as narrativas (auto)biográficas desses narradores em deslocamentos territoriais e simbólicos, em suas narrativas (auto)biográficas. É nesta contemporaneidade que está este sujeito num mundo de fronteiras líquidas, nem sempre fixas ou estáveis. A escrita volta-se para o fenômeno contemporâneo de sujeitos em processo migratório ao rastrear as diferentes marcas que emergem nas histórias de vida do sujeito, e, sob a perspectiva artivista, propõe (inter)ferir artisticamente e socialmente nesses processos de visibilização e ocupação espacial no mundo contemporâneo.
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