Contração expansão e a dialética do parentesco Tukano

  • Piero Leirner
Palavras-chave: Tukano, Aliança Patrilateral, Regime Complexo, Hierarquia, Simetria

Resumo

Este artigo pretende explorar algumas hipóteses que dizem respeito à dinâmica de crescimento e fragmentação de certos clãs tukano (alto Rio Negro, Brasil), sobretudo aqueles que são tomados nativamente como “médios”. Tomando como base o entrelaçamento entre dois aspectos de sua organização social, o sistema de casamento (preferencialmente FZD) e a hierarquia, serão discutidos, através de elementos já levantados pela literatura e de sugestões nativas, movimentos de “torção” de regras e de contrapesos a estas. Como resultado, a aposta aqui vai na direção de uma dialética entre expansão e contração do regime de alianças regional.

Downloads

Não há dados estatísticos.

Referências

ALMEIDA, Mauro W.B. s/d. A Inconstância da Alma Selvagem: Resenha. (mimeo).

ANDRELLO, Geraldo. 2006. Cidade do Índio. Transformações e cotidiando em Iauaretê. São Paulo: Editora da UNESP, ISA, NuTI.

ANDRELLO, Geraldo. 2010. Falas, objetos e corpos: autores indígenas no alto rio Negro. São Paulo: RBCS., v. 25, n. 73, jun. 2010.

ANDRELLO, Geraldo. 2012a. “Histórias Tukano e Tariano. Política e ritual no rio Uaupés”. Revista de Antropologia/USP,. vV. 55, pp. 291-330.

_____. Andrello, Geraldo (Org). 2012b. Rotas de Criação e Transformação. Narrativas de origem dos povos indígenas do rio Negro. São Paulo: FOIRN/ISA.

_____Andrello, Geraldo. 2013. “Peixes e pessoas: problemas cosmopolíticos no Uaupés”. Paper apresentado na 37ª Reunião da Anpocs. Mimeo.

_____Andrello, Geraldo. 2016. “Nomes, posições e (contra) hierarquia: coletivos em transformação no alto rio Negro”. Ilha. vV. 18 nN. 2. Florianópolis: UFSC.

_____Andrello, Geraldo. 2017. “Aún mi cuerpo aloja una lanza de los peces”: troca e predação no noroeste amazônico. Anuário Antropológico,. v. 42, n. 1. Brasília: UnB.. pp 229- 248.

ÅRHEM, Kaj. 1981. Makuna Social Organization. A Study in Descent, Alliance and the Formation of Corporate Groups in the North-west Amazon. Stockholm: Almqvist and Wiksell International.

_____Århem, Kaj. 2001. 1. .”From Longhouse to Village: Structure and Change in the Colombian Amazon”. In L.M.Rival&N.L.Whitehead (eds.). , Beyond the Visible and the Material. The Amerindianization of Society in the Work of Peter Rivière. Oxford: Oxford University Press., pp. 123-156.

AZEVEDO, Marta M. 2005. “Povos Indígenas no Alto Rio Negro: um estudo de caso de nupcialidade”. In PAGLIARO, H., AZEVEDO, MM., and SANTOS, RV. orgs. 2005. Demografia dos povos indígenas no Brasil [online]. Rio de Janeiro: Editora FIOCRUZ, 2005.. 192 p. ISBN: 85-7541-056-3. Available from SciELO Books http://books.scielo.org.

CABALZAR, Aloísio. 2009. Filhos da Cobra de Pedra. São Paulo: Editora da UNESP, ISA, NuTI.

CAYÓN, Luis. 2013. Pienso, luego creo. La teoria makuna del mundo. Bogotá: Instituto Colombiano de Antropologia y Historia, 464 p.

CHACON, Thiago & CAYÓN, Luis. 2013. “Considerações sobre a exogamia linguística no Noroeste Amazônico”. Revista de Letras da Universidade Católica de Brasília,. vVol. 6, nNos. 1 e 2. Brasília: UCB. pPp. 6-20.

CHERNELA, Janet. 1993. The Wanano Indians of the Brazilian Amazon: A Sense of Space. Austin: University of Texas Press.

DUMONT, Louis. 1996. Homo-Hierarchicus. O sistema de castas e suas implicações. São Paulo: Edusp.

FULLOP,. Marc. 1955. Notas sobre los Términos y el Sistema de Parentesco de los Tukano. Revista Colombiana de Antropología,. vV. 4,. pPp. 121-160.

GOLDMAN, Irving. [1963] 1979. The Cubeo. Indians of the Northwest Amazon. Urbana: University of Illinois Press.

_____Goldman, Irving. 2004. Cubeo Hehénewa Religious Tought. Metaphysics of a Northwestern Amazonian People. New York: Columbia University Press.

HUGH JONES, Christine. 1979. From the Milk River: Spatial and Temporal Processes in North-west Amazonia. Cambridge: Cambridge University Press.

HUGH-JONES, Stephen. 1988. The Palm and the Pleiades. Cambridge: Cambridge University Press.

_____Hugh-Jones, Stephen. 1993. “Clear descent or ambiguous houses? A re-examination of tukanoan social organization”. L’Homme, 126-28, XXXIII (2-4), 1993: 95-120.

_____Hugh-Jones, Stephen. 1995. “Inside-out and back-to-front: the androgynous house in Northwest Amazonia”. In J. Carsten& S. Hugh-Jones (eds.), About the house. Lévi-Strauss and Beyond. Cambridge: Cambridge University Press, pp. 226-252.

_____Hugh-Jones, Stephen. 2012. “Escrever na pedra, escrever no papel”. In: Geraldo Andrello (Org.). Rotas de Criação e Transformação: narrativas de origem dos povos indígenas do Rio Negro. São Paulo: Instituto Socioambiental; São Gabriel da Cachoeira, FOIRN – Federação das Organizações Indígenas do Rio Negro.

_____Hugh-Jones, Stephen. 2013. “Bride-service and the absent gift”. Journal of the Royal Anthropological Institute (N.S.) 19 , 356 – 377.

IUBEL, Aline. 2015. Transformações Políticas e Indígenas. Movimento e prefeitura no alto rio Negro. Tese de Doutorado,. PPGAS/UFSCar.

JACKSON, Jean. 1977. Bará Zero Generation Terminology and Marriage. Ethnology. vVol. 16(1). pPp. 83-104. Pittsburgh: Univerity of Pittsburgh Press.

_____Jackson, Jean. 1983. The Fish People. Linguistic Exogamy and Tukanoan Identity in Northwest Amazonia. Cambridge: Cambridge University Press.

_____. Jackson, Jean. 1984. “Vaupés Marriage Practices”. In Kenneth M. Kessinger (Ed.). Marriage Practices in Lowland South America. Urbana: University of Illinois Press. pPp. 165-179.

LASMAR,. Cristiane. 2005. De volta ao lago de leite. São Paulo: Editora da UNESP, ISA, NuTI.

LEACH, Edmond. 1970 [1954]. Political systems of Highland Burma : a study of Kachin social structure. London: Athlone Press.

LÉVI-STRAUSS, Claude. 1982. As Estruturas Elementares do Parentesco. Petrópolis: Vozes.

LOLLI, Pedro. 2010. As redes de trocas rituais dos Yuhupdeh no Igarapé Castanha, através dos benzimentos e das flautas Jurupari. Tese de Doutorado em Antropologia Social. São Paulo: USP.

PEDROSO, Diego Rosa. 2013. “Quem veio Primeiro?”. Imagens da hierarquia no Uaupés (Noroeste amazônico). Dissertação de Mestrado. PPGAS/USP.

RAMIREZ, Henri. 1997. A Fala Tukano dos Ye’pâ-Masa, 3 Tomos (Gramática, Dicionário e Método de Aprendizagem). Manaus: Inspetoria Salesiana da Amazônia/ CEDEM.

RICARDO, Beto. 2012. Povos Indígenas no Brasil. São Paulo: ISA.

RODRIGUES, Raphael. 2012. Relatos, trajetórias e Imagens: uma etnografia em construção sobre os Ye’Pa-Masa do Baixo Uaupés. Dissertação de Mestrado. PPGAS/UFSCar.

SORENSEN, Arthur. 1967. Multilingualism in the Northwest Amazon. American Anthropologist, New Series. vVol. 69, nNo. 6 (Dec. 1967). pPp. 670-684. LOCAL???

_____Sorensen, Arthur. 1984. “Linguistic Exogamy and Personal Choice in the Northwest Amazon”. In Kenneth M. Kessinger (Ed.). Marriage Practices in Lowland South America. Urbana: University of Illinois Press. pPp. 180-193.

STENZEL, Kristine. 2005. Multilingualism in the Northwest Amazon, Revisited. Memorias del Congreso de Idiomas Indígenas de Latinoamérica-II. 27 – 29 de octubre de 2005, University of Texas at Austin. LOCAL????

VIVEIROS DEE CASTRO, Eduardo. 1986. Araweté. Os deuses canibais. Rio de Janeiro: Zahar.

_____Viveiros de Castro, Eduardo. 1990. Princípios e Parâmeros. Um comentário a L’Exercice de La Parente. Comunicação 17. PPGAS/Museu Nacional. Rio de Janeiro: UFRJ.

_____Viveiros de Castro, Eduardo. 2002. A Incosntância da Alma Selvagem e Outros Ensaios. São Paulo: Cosac & Naify.

Viveiros de Castro, Eduardo. & Fausto, Carlos. 1993. La Puissance et l'acte. La parenté dans les basses terres d'Amérique du Sud. L'Homme, tome 33 n°126-128. La remontée de l'Amazone. pp. 141-170.

Publicado
2018-07-12
Como Citar
Leirner, P. (2018). Contração expansão e a dialética do parentesco Tukano. Anuário Antropológico, 43(1), 123. https://doi.org/10.26512/anuarioantropologico.v43i1.2018/9231