Temporal - prática e pensamento contemporâneos


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Didascália – escrita pelas margens

 

“dizer as rubricas em voz alta”

 

Comunidade acadêmica, o que é, como se faz

 

Em sua resposta ao debate sobre o positivismo nas ciências sociais, Adorno assim classifica a noção de comunidade científica tal como proposta por seus interlocutores:

 

“Popper esclarece a objetividade científica que sustenta: ‘Esta pode ser explicada somente mediante categorias sociais tais como: competição (tanto dos cientistas isolados, como das diversas escolas); tradição (a tradição crítica); instituição social (como por exemplo publicações em diferentes periódicos concorrentes e por meio de diferentes editoras concorrentes; discussões em congresso); poder do Estado (a tolerância política das discussões livres)’ [Popper, A Lógica das ciências sociais]. Estas categorias são notoriamente problemáticas. Assim, a categoria de competição encerra todo o mecanismo da concorrência, inclusive aquele funesto, denunciado por Marx, conforme o qual o sucesso no mercado tem primazia frente à qualidade das coisas, mesmo tratando-se de formações espirituais. A tradição em que Popper se apoia tornou-se indubitavelmente , no interior das universidade, em freio das forças produtivas [...].” (ADORNO, Positivismo na sociologia alemã)

 

Frente às proposições de Popper e às críticas de Adorno, este dossiê visa pensar a legitimidade científica em várias áreas do conhecimento humano, das ciências às artes. E visa pensar por dentro das suas práticas legitimadoras, qual seja, a instituição dos periódicos acadêmicos, em uma crítica imanente ao próprio sistema.

 

Chamada para artigos

Temporal, v 2, n 3, jul 2018

 

Justiça

 

Walter Benjamin, em um texto de 1921, cujo teor de complexidade já se enuncia na difícil tradução de seu título Zur Kritik der Gewalt, Para uma crítica da violência ou Crítica da violência – crítica do poder, pensa como se institui a ordem do direito:

 

"A justiça é o principio de toda instauração divina dos fins, o poder é o princípio de toda instauração mítica do direito". (Para uma crítica da violência, In: Escritos sobre mito e filosofia, 2011).

 

A Justiça, ordem divina dos fins, não se estabelece por um código de direito, ordem violenta e mítica dos meios. Direito, poder e violência estão, portanto, imbricados. E a relação entre Justiça e Direito é problemática. Claro que a leitura é polêmica, e aberta a contraposições, mas não deixa de ser atual pensar qual a potência/poder – Gewalt – do Direito e da Justiça nos dias atuais.  O dossiê de nosso próximo número propõe investigar esse poder em suas múltiplas facetas.

 

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Artigos em geral

artigos que não necessariamente se voltam ao núcleo de problemas sugerido pela proposta editorial de cada um dos números.

 

Traduções

A revista aceita traduções desde que o tradutor tenha os direitos para a publicação. A revista dará preferência a traduções comentadas e/ou apresentadas por um pequeno prefácio.

 

Resenhas

Publicaremos resenhas, desde que não sejam meros resumos de livros recém-publicados. As resenhas devem ser críticas e articular argumentos em torno do livro que comentam. Não há, assim, regras quanto à data da publicação do livro resenhado. O critério de publicação será a relevância da própria resenha como artigo autoral.

 

Miscelânea

A revista não se furtará a publicar textos menos canônicos, que não se apresentam no formato paper. Faz parte da política editorial questionar a formatação acadêmica, na qual o rigor parece ser sempre algo externo que concede de antemão cientificidade formal ao conteúdo. Para tornar a crítica efetiva tentaremos avaliar textos e produções nos quais o rigor não é apenas um arcabouço externo posposto ao conteúdo, textos em que a própria forma de exposição é um questionamento rigorosa e científico; mas sem descurar, todavia, das dificuldades implicadas nessa avaliação.

 

Controversa

Esta seção tem por funcão ser um espaço para debates entre autores e leitores e, eventualmente, entre os autores e seus pareceristas.

Serão avaliados textos críticos sobre artigos publicados na revista, ou debates entre os autores e seus pareceristas, desde que haja disposição por parte do avaliador para a quebra do anonimato. Respeitaremos, todavia, o direito ao anonimato, em caso de recusa.

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v. 1, n. 2 (2017): Temporal - prática e pensamento contemporâneos


Capa da revista

 

Capa: Piti, Colagem, tinta acrílica e pastel oleoso, 2018.