Mulheres no sistema prisional: Por que e como compreender suas histórias?

Cátia Regina Muniz, Guilherme Bergo Leugi, Angela Maria Alves

Resumo


A proposta deste artigo é apresentar uma abordagem possível para investigação das condições que levam mulheres ao encarceramento, e também as condições que estas mesmas mulheres enfrentam ao deixar a tutela do Estado, concentrando-se na qualidade de vida e de reinserção social após encarceramento e também nos direitos da mulher. Neste sentido, apresentamos a importância de ouvir tais mulheres, enfatizando o método e a técnica de pesquisa utilizados para coleta e análise de dados e também quais são os referenciais analíticos que fundamentam esse ouvir. Concentramos o foco de investigação nas egressas do sistema, visto que seus relatos permitem reunir informações sobre como eram as condições de vida antes, durante e após sua prisão. Mais especificamente, discutimos a adequação metodológica do estudo de caso e das histórias de vida para a investigação deste tipo de fenômeno, com potenciais implicações para além da análise do sistema prisional. Os pressupostos analíticos se basearam em teorias que trabalham com a desconstrução de oposições binárias. O objetivo da escuta da narrativa dessas mulheres não é apenas entender suas condições de vida, mas também identificar possíveis ações de melhoria e coligir insumos de apoio à formulação de políticas públicas para egressas do sistema prisional.


Palavras-chave


pesquisa qualitativa, egressas do sistema prisional, políticas públicas, metodologia de pesquisa, história de vida

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DOI: http://dx.doi.org/10.18829/rp3.v11i2.26945


 

 


ISSN: 2317-921X - Revista de Pesquisa em Políticas Públicas 
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