AUDITORIA EM SERVIÇOS AMBULATORIAIS DE FISIOTERAPIA DO SUS: PROPOSTA DE INSTRUMENTO

Ítalo Ricardo Santos Aleluia, Juliana Bahia, Jaílson de Souza S. Júnior, Fabiane Costa Santos, Marcus Santana, Rafael Sousa, Suzane Paixão, Hugo Moura dos Santos

Resumo


Este trabalho apresenta uma proposta de instrumento de auditoria para serviços ambulatoriais de fisioterapia do SUS. Trata-se de um estudo exploratório descritivo, a partir de revisão nacional de artigos, teses, dissertações e documentos técnico-normativos do Ministério da Saúde e Conselho Federal de Fisioterapia e Terapia Ocupacional, publicados entre 1986 e 2014. Validou-se o instrumento em duas etapas: um em rodada única e eletrônica, com 16 auditores do SUS e outra, em estudo piloto realizado em dois serviços públicos de fisioterapia. O instrumento é apresentado nas seguintes dimensões: adequação normativa; estrutura física; recursos materiais; gestão de pessoas; organização/funcionamento e gestão de resultados; com critérios e pontuação distribuídos que totalizam 79 pontos, podendo a aplicação do instrumento ser realizada de forma extensiva ou intensiva. Propõe-se uma classificação do grau de conformidade, que varia de incipiente a avançado, considerando o escore total e subescores do instrumento. Espera-se que a proposta do presente instrumento auxilie na sistematização das auditorias de serviços de fisioterapia do SUS, permitindo análises comparativas do grau de conformidade entre os serviços e que subsidiem recomendações, medidas preventivas, corretivas e punitivas (quando necessário), que reflitam sobre a qualidade da atenção, segurança e satisfação dos usuários.


Palavras-chave


Protocolos; Auditoria Médica; Sistema Único de Saúde; Fisioterapia; Serviços de Saúde

Texto completo:

PDF

Referências


Brasil. Ministério da Saúde. O SUS de A a Z: garantindo saúde nos municípios. Conselho Nacional das Secretarias Municipais de Saúde. 3 ed. Brasília; 2009.

Brasil. Ministério da Saúde. Cadastro Nacional dos Estabelecimentos de Saúde CNES: consulta a serviços especializados. Fisioterapia-Brasil; 2017 [citado 2017 fev 10]. Disponível em: http://tabnet.datasus.gov.br/cgi/tabcgi.exe? sia/cnv/qauf.def.

Aleluia IRSA, Sodré N, Barreto A, Júnior EPP, Santos FC. Análise da produção ambulatorial de fisioterapia no SUS, Bahia, 2008-2014. Rev Eletrônica Gestão e Saúde, 2017; 8(2).

Santos FC, Costa, ES, Sady, C. Participação do fisioterapeuta na auditoria em saúde. Fisioterapia Brasil, 2010; 11(3):226-231.

Lima EC, Angelo LMB, Demarchi TM. Auditoria de qualidade: melhoria dos processos em um hospital público. Rev. Administração em saúde, 2013; 15(58):13-17.

Conselho Federal de Fisioterapia e Terapia Ocupacional. Resolução n. 416 de 19 de maio de 2012. Dispõe sobre a atuação do Fisioterapeuta como auditor e dá outras providencias

Santos CA, Santana EJS, Vieira RP, Garcia EG, Tripo KV. A auditoria e o enfermeiro como ferramentas de aperfeiçoamento do SUS. Salvador-Ba. Revista Baiana de Saúde Pública, 2012; 36(2).

Aleluia ÍRS, Santos FC. Auditoria em fisioterapia no Sistema Único de Saúde: proposta de um protocolo específico. Fisioter. Mov, 2013; 26(4).

Aleluia ÍRS. Principais dificuldades encontradas pelos auditores do Sistema Único de Saúde nos serviços de fisioterapia do Estado da Bahia [Monografia]. Salvador (BA): Universidade Estácio de Sá; 2012.

Santos FC, Aleluia IRS, Santos IN, Moura LGF, Carvalho MA. Participação do fisioterapeuta na equipe multiprofissional de auditoria em saúde. Revista de Administração em Saúde, 2011; 13(51).

Aleluia ÍRS, Santos FC. Análise dos auditores em saúde quanto aos serviços públicos de fisioterapia no estado da Bahia. Revista Eletrônica Gestão e Saúde, 2013; 4(1):1499-1515b.

Mascarenhas EB. Auditoria de qualidade em fisioterapia: um instrumento para medir a satisfação do usuário. Revista Sul Americana de Auditoria em Saúde, 2010; 3(1).

Mascarenhas EB; Costa ES. Registros em Prontuários de Fisioterapia: instrumento de auditoria. Revista Sul Americana de Auditoria em Saúde, 2010; 3(1).

Vieira-da-Silva LM, Hartz ZMA, Chaves SCL, Silva GAP. Metodologia para análise da implantação de processos relacionados à descentralização da atenção à saúde no Brasil. In: Hartz ZMA, Vieira-da-Silva LM, organizadores. Avaliação em saúde: dos modelos teóricos à prática na avaliação de programas e sistemas de saúde. Rio de Janeiro: Editora Fiocruz/Salvador: EDUFBA; 2005. p. 207-53.

Filho JCM et. al. Funções Administrativas Aplicadas na Gestão de Clínicas de Fisioterapia Particulares da Cidade de Fortaleza. Rev. Interfaces Saúde, Humanas e Tecnologia, 2013; 1(1).

Mendes F, Mantovani MF, Gemito ML, Lopes MJ. A satisfação dos utentes com os cuidados de saúde primários. Rev. Enf. Ref., 2013; 3(9):17-25.

Junior, AP. Gerenciamento de Recursos Matérias em Unidades de Saúde. Rev Revista Espaço para a Saúde, 2005; 7(1):30-45.

Scalco SV, Lacerda JT; Calvo MCM. Modelo para avaliação da gestão de recursos humanos em saúde. Cad. Saúde Pública, 2010; 26(3):603-614.




DOI: http://dx.doi.org/10.18673/gs.v9i3.28010

Apontamentos

  • Não há apontamentos.


Revista Gestão & Saúde (ISSN 19824785)

Revista coordenada pelo Nucleo de Estudos em Educação, Promoção da Saúde e Projetos Inclusivos (NESPROM), do Centro de Estudos Avançados Multidiciplinares (CEAM), da Universidade de Brasília (UnB).

Copyright © 2017. Todos os direitos reservados