AVALIAÇÃO DO ESTRESSE OCUPACIONAL DE ENFERMEIROS DA ESTRATÉGIA SAÚDE DA FAMÍLIA

Iel Marciano de Moraes Filho, Antonio Márcio Teodoro Cordeiro Silva, Rogério José de Almeida

Resumo


O objetivo foi avaliar o nível do estresse ocupacional dos enfermeiros da estratégia saúde da família, correlacionando com os fatores ocupacionais e sociodemográficos. É um estudo transversal com 56 enfermeiros da estratégia saúde da família das regiões norte e noroeste da cidade de Goiânia/GO. Foram utilizados dois questionários, um sociodemográfico ocupacional e outro de avaliação do estresse no trabalho. Identificou-se que quanto mais elevada a idade, maior também era o nível de irritação acerca dessa situação organizacional (p=0,046). As mulheres compuseram 94,6% da amostra, sendo que o estresse estava relacionado à supervisão de não as incumbirem de responsabilidades importantes (p=0,011) e aos que afirmaram não ter religião constituíram um grupo que se sentir isolado na organização (p=0,003). Concluiu-se que os enfermeiros tinham níveis altos de estresse em relação à gestão do serviço, pela falta de valorização, desacredito do trabalho e empoderamento de terceiros de seus feitos. 


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DOI: http://dx.doi.org/10.18673/gs.v9i3.26112

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Revista Gestão & Saúde (ISSN 19824785)

Revista coordenada pelo Nucleo de Estudos em Educação, Promoção da Saúde e Projetos Inclusivos (NESPROM), do Centro de Estudos Avançados Multidiciplinares (CEAM), da Universidade de Brasília (UnB).

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