Estratégias de empoderamento em saúde: dialogando o plano municipal e o relatório da conferência de saúde

Paulo Roberto Lima Falcão do Vale, Diego Rangel dos Anjos Prata, Camila Oliveira Araújo, Maricarla Barbosa Cordeiro, Ângela Cristina Fagundes Góes

Resumo


O termo empoderamento pode ser compreendido como um processo de emancipação dos sujeitos, norteado por características essenciais de autonomia, protagonismo e responsabilização, despertado quando determinado evento possa representar algum risco, como situações opressoras e discriminatórias para com os sujeitos individuais ou coletivos, que induza a busca por redução das iniquidades socais. O estudo objetiva dialogar o plano municipal de saúde com o relatório final de uma conferência municipal de saúde, enquanto documentos norteadores das estratégias de empoderamento. Estudo qualitativo, com dados secundários, explorados pela análise documental. As estratégias contidas no plano buscam fortalecer a Construção de Políticas Públicas Saudáveis e Reorganizar os Serviços de Saúde. As estratégias contidas no relatório da conferência creditam melhor potencial empoderador devido a interação entre os sujeitos, a intersubjetividade e por exigir a transformar nas relações de poder. Apontamos à paridade, como a principal característica que pode justificar a divergência no diálogo entre os documentos.


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DOI: http://dx.doi.org/10.18673/gs.v9i1.24719

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Revista Gestão & Saúde (ISSN 19824785)

Revista coordenada pelo Nucleo de Estudos em Educação, Promoção da Saúde e Projetos Inclusivos (NESPROM), do Centro de Estudos Avançados Multidiciplinares (CEAM), da Universidade de Brasília (UnB).

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