Gestão do transporte eletivo no Sistema Único de Saúde e a referência intermunicipal na perspectiva do usuário em situação de mobilidade

Lucília Nunes de Assis, Marilene Barros de Melo, Luiz Carlos Brant, Davidson da Silva, Cristiana Ferreira Jardim Miranda

Resumo


As Redes de Atenção à Saúde são serviços articulados que disponibilizam atenção integral e tem como uma de suas estratégias o transporte eletivo em saúde que favorece o acesso, intervindo em barreiras geográficas e financeiras. Buscou-se caracterizar perfil de usuários em mobilidade, aspectos do deslocamento e do acesso aos serviços em município de referência. Entrevistaram-se 384 usuários sobre perfil, deslocamento e acesso. Analisaram-se distribuição de frequências, medianas, diferenças interquartílicas e coeficiente de Spearman (p<0,05). Observaram-se a importância do transporte da gestão municipal e estadual para deslocamento (88%); média de 3,5 h de viagem; predomínio do encaminhamento pela gestão/profissionais e mediana de espera pelo atendimento, 83 dias. Os obstáculos distância geográfica, longo tempo de espera para o atendimento e o pequeno poder aquisitivo por parte expressiva dos usuários em situação mobilidade foram minimizados pela acessibilidade proporcionada pelo transporte eletivo em saúde e a disponibilidade dos recursos da rede do município de referência em proporcionar longos tratamentos.

 

Descritores: Acesso aos Serviços de Saúde; Assistência à Saúde; Regionalização; Gestão de Serviços de Saúde.


Texto completo:

PDF

Referências


- Fleury S, Ouverney AM. Gestão de Redes: a estratégia de regionalização da política de saúde Rio de Janeiro: Editora FGV; 2007. 204 p.

- Mendes EV. As redes de atenção à saúde. Brasília: Organização Pan-Americana da Saúde; 2011. 549 p.

- Santos L, Andrade LOM. Redes no SUS: marco legal. In: Silva, SF. Redes de Atenção à saúde: desafios na regionalização no SUS. 2ª ed. Campinas: Saberes; 2013. p.32-33.

- Levesque J-F, Harris M, Russell G. Patient-centred access to health care: conceptualising access at the interface of health systems and populations. Int J Equity Health [periódico na Internet]. 2013 [citado 2016 jul. 31]; 12(18): 2-9. Disponível em: http://www.equityhealthj.com/content/12/1/18

- Travassos C, Martins M. Uma revisão sobre os conceitos de acesso e utilização de serviços de saúde. Cad Saúde Pública. 2004; 20 Supl 2: 190-8.

- Paim JS, Travassos C, Almeida C, Bahia L, Macinko J. O Sistema de Saúde Brasileiro: história, avanços e desafios. The Lancet [periódico na Internet]. 2011 [citado 2016 jun. 17]; 377(9779):11-31. Disponível em: http://actbr.org.br/uploads/conteudo/925_brazil1.pdf

- Assis MMA, Jesus WLA. Acesso aos serviços de saúde: abordagens, conceitos, políticas e modelo de análise. Ciên Saúde Colet [periódico na Internet]. 2012 [citado 2016 jul. 23]; 17(11); 2865-75. Disponível em: http://www.scielo.br/pdf/csc/v17n11/v17n11a02.pdf

- Brasil. Secretaria de Assistência à Saúde. Portaria n. 55, de 24 de fevereiro 1999. Dispõe sobre a rotina do Tratamento Fora de Domicílio no Sistema Único de Saúde – SUS, com inclusão dos procedimentos específicos na tabela de procedimentos do Sistema de Informações Ambulatoriais do SIA/SUS e dá outras providências. Diário oficial da União, Brasília, 26 fev. 1999. Seção 1, p.116.

- Melo MB, Nunes LA, Brant L, Assis LN, Silva AS, Miranda CFJ, et al. O Transporte Eletivo em Saúde do Sistema Único de Saúde com destino ao Município de Belo Horizonte, no período de novembro de 2015 a abril de 2016 (Relatório de Pesquisa). Escola de Saúde Pública do Estado de Minas Gerais: Belo Horizonte; 2016.

- Minas Gerais. Secretaria do Estado de Saúde de Minas Gerais. Consolidação Programação Pactuada e Integrada - PPI /MG [banco de dados na Internet]. 2015 [citado 2015 jul. 24]. Disponível em: http://ppiassistencial.saude.mg.gov.br/

- Cochran WG. Sampling Thecniques. 3ª ed. Califórnia/USA: Wiley; 2007.

- Leles F. Pesquisa sobre veículos na região hospitalar de Belo Horizonte/MG: Relatório de Teste Piloto. Belo Horizonte: Subsecretaria de Gestão Regional, Secretaria de Estado da Saúde de Minas Gerais; 2011.

- IAROSSI, G. The Power of Survey Design: A User's Guide for Managing Surveys, Interpreting Results, and Influencing Respondents. Washington, D.C: The Word Bank [livro na Internet] .2006 [citado 2015 jul. 22]; 262 p. Disponível em: < https://openknowledge.worldbank.org/bitstream/handle/10986/6975/350340The0Powe1n0REV01OFFICIAL0USE1.pdf?sequence=1&isAllowed=y

- Brasil. Lei n. 10.741 de 01 de outubro de 2003. Dispõe sobre o Estatuto do Idoso e dá outras providências. Diário oficial da União, Brasília 3 out. 2003. Seção 1, p.1.

- Sanchez RM, Ciconelli RM. Conceitos de acesso à saúde. Rev Panam Salud Publica [periódico na Internet]. 2012 [citado 2015 jul. 21]; 31(3):260–8. Disponível em: http://www.scielosp.org/pdf/rpsp/v31n3/12.pdf

- Cecilio LCO, Carapinheiro G, Andreazza R, Souza ALM, Andrade MGG, Santiago SM, et al. O agir leigo e o cuidado em saúde: a produção de mapas de cuidado. Cad Saúde Pública[periódico na Internet]. 2014 [citado 2015 jul. 21]; 30(7):1502-14. Disponível em: http://www.scielosp.org/article_plus.php?pid=S0102-311X2014000801502&tlng=pt&lng=pt

- Ferla AA, Ceccim RB, Pelegrini MLM. Atendimento Integral: a Escuta da Gestão Estadual do SUS. In: Pinheiro R.; Mattos A, organizadores. Construção da Integralidade: cotidiano, saberes e práticas em saúde. 5ª ed. Rio de Janeiro: UERJ/IMS; 2010. p. 63-90.

- Moraes, IHS. Sistemas de Informação em Saúde: Patrimônio da Sociedade Brasileira. In: Paim JS, Almeida-Filho N, editores. Saúde Coletiva: Teoria e Prática. Rio de Janeiro: MedbooK; 2013. p. 649-65.




DOI: http://dx.doi.org/10.18673/gs.v9i1.24647

Apontamentos

  • Não há apontamentos.


Revista Gestão & Saúde (ISSN 19824785)

Revista coordenada pelo Nucleo de Estudos em Educação, Promoção da Saúde e Projetos Inclusivos (NESPROM), do Centro de Estudos Avançados Multidiciplinares (CEAM), da Universidade de Brasília (UnB).

Copyright © 2017. Todos os direitos reservados