AS REPRESENTAÇÕES DAS MULHERES MASTECTOMIZADAS SOBRE O SEU CORPO “ALTERADO”

Sílvio Eder Dias da Silva, Francisca Elissandra Ribeiro dos Santos, Geziania Silva Soares, Marcela Barbosa Jaques, Nádia Rita Silva Pantoja, Rosiane Luz Cavalcante, Sintia Patrícia Silva Soares, Jeferson Santos Araújo

Resumo


Esta pesquisa se propôs analisar a representação da mulher mastectomizada sobre o seu corpo “alterado”, como ocorre o processo de aceitação do Câncer de mama e consequentemente, a mastectomia.Dessa forma utilizamos os trechos mais significativos dos depoimentos de vinte mulheres mastectomizadas, os quais se apresentaram como elementos para discussão teórica. Os materiais produzidos se constituíram em fontes primárias de dados consolidando assim, o relatório da pesquisa. Assim foram identificadas as seguintes categorias: Autoexame: conhecendo o próprio corpo e O estigma da doença. Neste último, surgiram as seguintes subunidades: Um Deus curador, Tratamento versus corpo e O corpo reformulado. Considerando que a sociedade evidencia que a forma do corpo feminino é mais valorizado quando é dito “perfeito”, perfeição da qual as mulheres mastectomizadas não são mais detentoras. Essa modificação acarreta um estado de incerteza, medo, conflito, depressão e aceitação, fatores que influenciam diretamente no tratamento das pacientes. Segundo as depoentes, no caso estudado, a aceitação pelos seus corpos mutilados após a cirurgia foi justificada através da religião.


Texto completo:

PDF


DOI: http://dx.doi.org/10.18673/gs.v1i3.23820

Apontamentos

  • Não há apontamentos.


Revista Gestão & Saúde (ISSN 19824785)

Revista coordenada pelo Nucleo de Estudos em Educação, Promoção da Saúde e Projetos Inclusivos (NESPROM), do Centro de Estudos Avançados Multidiciplinares (CEAM), da Universidade de Brasília (UnB).

Copyright © 2017. Todos os direitos reservados