TRILHAS DA INIQUIDADE: SAÚDE DE POVOS CIGANOS E POLÍTICAS PÚBLICAS NO BRASIL

Manoel Guedes de Almeida, Débora Regina Marques Barbosa

Resumo


O presente estudo aborda a saúde da população cigana e sua inserção nas políticas públicas em saúde, de modo a contribuir para a discussão sobre essa minoria étnica nas ações do Sistema Único de Saúde. Trata-se de revisão integrativa através das bases Scielo, LILACS e Google Scholar por meio dos descritores Ciganos, Cigana, Cultura, Saúde, Identidade, Promoção da Saúde, Equidade e Políticas, agrupados ou isoladamente, com o objetivo de responder à questão “como as políticas públicas de saúde se relacionam com as necessidades impostas pelas características da população cigana"?. Aspectos característicos da etnia, como o nomadismo e suas implicações, além de péssimas condições de habitação e saneamento básico, baixa escolaridade, estrutura familiar nuclear, preconceito marcante, dentre outros, corroboram para necessidades em saúde que são próprias do grupo e que exigem formas especiais de atenção e cuidado. No campo das Políticas de Saúde, esse entendimento tem tateado e há quase total invisibilização da etnia no que se refere à atenção nos serviços de saúde. Em conjunto, esses fatores corroboram para um quadro de maior risco de adoecimento e morte sobre o qual não se destina nenhuma atenção especial em saúde.

 


Texto completo:

PDF


DOI: http://dx.doi.org/10.18673/gs.v4i3.14176

Apontamentos

  • Não há apontamentos.


Revista Gestão & Saúde (ISSN 19824785)

Revista coordenada pelo Nucleo de Estudos em Educação, Promoção da Saúde e Projetos Inclusivos (NESPROM), do Centro de Estudos Avançados Multidiciplinares (CEAM), da Universidade de Brasília (UnB).

Copyright © 2017. Todos os direitos reservados