Ensino de relações espaciais de esquerda e direita a participantes com autismo e deficiência intelectual

  • Elaine de Carvalho Silva Universidade Federal de São Carlos
  • Nassim Chamel Elias Universidade Federal de São Carlos
Palavras-chave: Relações espaciais, Instrução com múltiplos exemplares, Esvanecimento de dicas, Autismo, Deficiência intelectual

Resumo

O reconhecimento dos conceitos de direita-esquerda é uma evidência do desenvolvimento da noção do corpo e faz parte de um processo de lateralização simbólica. Nesse sentido, o objetivo foi ensinar respostas de ouvinte para relações espaciais de direita-esquerda envolvendo partes do corpo e verificar o uso dessas relações em um contexto diferente. Foram conduzidos dois experimentos, que se diferenciaram em função da idade e repertório de entrada dos participantes e do delineamento experimental. No primeiro, foi utilizado um delineamento do tipo A-B e os participantes foram um menino com autismo e dois jovens com deficiência intelectual. No segundo, foi utilizado o delineamento de linha de base múltipla entre participantes, que foram quatro meninos com autismo. O ensino envolveu o uso de um procedimento de instrução com múltiplos exemplares e esvanecimento de dicas (imitação, dicas gestuais, verbais e físicas). Os resultados indicaram aprendizagem das relações ensinadas e uso dessas relações em um contexto diferente (generalização). O uso de múltiplos exemplares e de esvanecimento mostraram-se promissores no ensino de relações espaciais a participantes com pouco repertório verbal.

Downloads

Não há dados estatísticos.

Referências

Alves, C., & Ribeiro, A. F. (2007). Relações entre tatos e mandos durante a aquisição. Revista Brasileira de Terapia Comportamental e Cognitiva, 9(2), 289-305.

Cooper, J., Heron, T., & Heward, W. (2007). Applied behaviour analysis. New Jersey: Pearson Education.

Cozby, P. C. (2014). Métodos de pesquisa em ciências do comportamento. São Paulo: Editora Atlas.

Ferreira, J. R. P., Rosa Neto, F, Poeta, L. S., Xavier, R. F. C., dos Santos, A. P. M., & Medeiros, D. L. (2015). Avaliação motora em escolares com dificuldade de aprendizagem. Revista Pediatria Moderna, 51(2), 67-72.

Fisher, W. W., Piazza, C. C., Bowman, L. G., Hagopian, L. P., Owens, J. C., & Slevin, I. (1992). A comparison of two approaches for identifying reinforcers for persons with severe and profound disabilities. Journal of Applied Behavior Analysis, 25, 491–498.

Fonseca, V. (1995). Manual de observação psicomotora – Significação psiconeurológica dos fatores psicomotores. Porto Alegre: Artes Médicas.

Greer, R. D. & Ross, D. (2008). Verbal behavior analysis: Inducing and expanding new verbal capabilities in children with language delays. Boston, MA: Pearson.

Ingersoll, B. (2008). The social role of imitation in autism: Implications for the treatment of Imitation defi cits. Infants & Young Children. 21(2), 107-119.

Kantowitz, B. H., Roediger, H. L., & Elmes, D. G. (2006). Psicologia experimental: Psicologia para compreender pesquisa em psicologia (Tradução da 8ª Ed.). São Paulo: Ed. Thomson.

Lamarre, J., & Holland, J. G. (1985). The functional independence of mands and tacts. Journal of the Experimental Analysis of Behavior, 43(1), 5-19. Doi: 10.1901/jeab.1985.43-5

Lee, V. L. (1981). Prepositional phrases spoken and heard. Journal of the Experimental Analysis of Behavior, 35(2), 227-242. doi: 10.1901/jeab.1981.35-227

Lovaas, O. I. (1981). Linguagem receptiva inicial. In Teaching developmentally disabled children (pp. 260 – 282). Baltimore, Maryland: University Park Press.

Lowenkron, B. (1998). Some logical functions of joint control. Journal of the Experimental Analysis of Behavior, 69, 327-354.

Luke, N., Greer, R. D., Singer-Dudek, J., & Keohane, D. (2011). The emergence of autoclitic frames in atypically and typically developing children as a function of multiple exemplar instruction. The Analysis of Verbal Behavior, 27, 141–156. PMCID: PMC3139546

Martin, G., & Pear, J. (2009). Modifi cação de comportamento: O que é e como fazer (N. C. Aguirre, Org. Trad., 8ª ed.). São Paulo: Roca. (Trabalho original publicado em 2007)

Medeiros, C. A., & Bernardes, M. C. (2009). Estabelecimento de repertório de transposição entre mandos e tatos durante a aquisição de nomes de posições. Revista Brasileira de Análise do Comportamento, 5(2), 51-68.

Pollard, J. S., Higbee, T. S., Akers, J. S., & Brodhead, M. T. (2014). An evaluation of interactive computer training to teach instructors to implement discrete trials with children with autism. Journal of Applied Behavior Analysis, 47(4), 1–12.

Sidman, M. (1994). Equivalence relations and behavior: A research story. Boston, MA: Authors Cooperative.

Skinner, B. F. (1957). Verbal behavior. New York: Appleton- Century-Crofts.

Wilder, D. (2011). Noncompliance and oppositional behavior. Em J. K. Luiselli (Org), Teaching and behavior support for children and adults with autism spectrum disorder: A practitioner’s guide (pp. 151-158). New York: Oxford University Press.

Publicado
2017-08-29
Como Citar
Silva, E., & Chamel Elias, N. (2017). Ensino de relações espaciais de esquerda e direita a participantes com autismo e deficiência intelectual. Psicologia: Teoria E Pesquisa, 33(1). Recuperado de http://periodicos.unb.br/index.php/revistaptp/article/view/19484
Seção
Estudos Empíricos