Do Brincar do Bebê ao Brincar da Criança

Um Estudo sobre o Processo de Subjetivação da Criança Autista

  • Camila Saboia Pos-doutoranda ( FAPESP) da Instituto de Psicologia USP Membro do Lugar de Vida- Centro de Educação Terapêutica
  • Christelle Gosmes L Hôpital Necker Enfant Malades
  • Cristelle Viodé Université de Bourgogne
  • Marluce Gille L Hôpital Necker Enfant Malades
  • Lisa Ouss Université Paris V e Paris XII
  • Bernard Golse Université de Paris V e Paris VII
Palavras-chave: Brincar primitivo, Brincar simbólico, Autismo, Relação mãe-bebê

Resumo

O brincar primitivo do bebê poderia nos revelar traços precoces de uma provável organização autística em curso na criança pequena? Em que medida o investimento do bebê face aos objetos do mundo externo e do ambiente poderia ser associado a suas primeiras experiências com o objeto materno? Tais questões são levantadas neste artigo, cujo principal objetivo é abordar o processo de subjetivação da criança autista a partir da correlação entre o brincar primitivo do bebê e o brincar simbólico da criança. Através de um estudo longitudinal de bebês com risco de autismo, constatou-se que, desde uma idade precoce, é possível detectar particularidades na maneira como eles investem e interagem com os objetos do ambiente.

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Biografia do Autor

Camila Saboia, Pos-doutoranda ( FAPESP) da Instituto de Psicologia USP Membro do Lugar de Vida- Centro de Educação Terapêutica

Relato da pesquisa de doutorado da autora principal, realizado  no Programa de Pesquisa Internacional sobre o desenvolvimento da linguagem da criança  (PILE) no Hospital Necker Enfant Malade em Paris.

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Publicado
2017-08-29
Como Citar
SaboiaC., GosmesC., ViodéC., GilleM., OussL., & GolseB. (2017). Do Brincar do Bebê ao Brincar da Criança. Psicologia: Teoria E Pesquisa, 33(1). Recuperado de http://periodicos.unb.br/index.php/revistaptp/article/view/19480
Seção
Estudos Empíricos