Para um mundo de precariedade

Globalização, deslocalização e desigualdade

  • Josep Burgaya Riera Universidad de Vic
Palavras-chave: Consumo, Desigualdade social, Desindustrialização, Globalização, Precariedade trabalhista

Resumo

Estamos instalados numa corrida  de mínimos, em que a pressão para fabricar a preços ridículos faz com que as corporações se recriem para apertar o elo mais fraco da corrente e deixem praticamente de pagar impostos, enquanto os consumidores ocidentais têm que ir barateando os preços impostos por umas poucas marcas que controlam setores inteiros da economia em forma de oligopolio, para que possamos comprar com nossas rendas cada vez mais escassas e inseguras. No ocidente, o trabalho é cada vez mais escasso e mal pago, há menos estabilidade trabalhista, os subsídios públicos também estão em processo de redução, enquanto uns estados com rendimentos decrescentes vão debilitando a proporção de serviços públicos

Para o pensamento econômico atual, parece que estamos predestinados à época com maior capacidade produtiva, com mais excesso de mercadorias, coexistindo com o maior número de pessoas localizadas nos diferentes segmentos da pobreza, enquanto a concentração de riqueza de uns poucos não deixa de aumentar de maneira escandalosa. Tem isto algum sentido? O aprofundamento nos diversos níveis de empobrecimiento tem efeitos para além do estritamente econômico. Desfaz as sociedades obrigando a viver sob os efeitos de "a epidemia da ignorância", que é como qualifica Jeffrey Sachs às sociedades que não têm mais expectativa que gerar consumidores frustrados.

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Publicado
2019-06-30
Como Citar
Burgaya RieraJ. (2019). Para um mundo de precariedade. Revista Do CEAM, 5(1), 22-35. https://doi.org/10.5281/zenodo.3247934