A REIFICAÇÃO DA CULTURA: UMA ANÁLISE DO PROGRAMA DE EDUCAÇÃO PATRIMONIAL DO TREM DA VALE SOB A ÓTICA DA INDÚSTRIA CULTURAL

  • Ingrid Anastácia de Sousa
  • Carolina Machado Saraiva de Albuquerque
  • Rosany Cecília de Sena
Palavras-chave: Indústria Cultural, Educação Patrimonial, Esquematismo, Trem da Vale

Resumo

A mineradora Vale S.A., ativamente atuante na região de Mariana e Ouro Preto, no Estado de Minas Gerais, idealizou um projeto direcionado à Educação Patrimonial que durante 8 anos foi considerado como um dos principais projetos com viés cultural da região. Neste contexto, considerando que a Educação Patrimonial é de extrema importância para a formação da identidade cultural e social do indivíduo autônomo, objetiva-se analisar, sob a perspectiva crítica, as inter-relações entre o Programa de Educação Patrimonial Trem da Vale com o conceito que carrega a Indústria Cultural, conforme cunhado pelos teóricos críticos Theodor Adorno e Horkheimer no livro “Dialética do Esclarecimento” (1985).  Para tanto, para a realização da análise empírica utilizou-se como categoria de sentido a tese de Francisco Rüdiger (2004) sobre os esquematismos interpretativos comumente presentes nas práticas da Indústria Cultural.

Downloads

Não há dados estatísticos.

Referências

ADORNO, Theodor; HORKHEIMER, M. A Dialética do Esclarecimento. Rio de Janeiro: Jorge Zahar, 1985.

CÉSAR, P. A. B.; DHEIN, C. E.; UEZ, P. C. “Paisagem: a dimensão espacial na educa-ção patrimonial”. Book of proceedings, v. 1 – international conference on tourism & management studies – algarve, 2011.

COSTA, M. L. P. “Capacitação de Educado-res em Educação Ambiental e Educação Patrimonial Focada em Recursos Hídricos: A Fazenda-Escola Fundamar (Paragua-çu/MG, baixo curso do rio Sapucaí)”. 2011. 234 f. Dissertação (Mestrado Interdisciplinar em Ambiente Construído e Patrimônio Sus-tentável). Universidade Federal de Minas Gerais - UFMG, Belo Horizonte. 2011.

Documentário Projeto Trem da Vale. Direção Éder Santos. Coordenação de Produção: Marcelo Braga. Roteiro: Éder Santos, Carol Nogueira e Marcus Nascimento. [S.l.]: Emvideo, 2006. 1 DVD (10’53 min.), son, color.

DUARTE, Rodrigo. Teoria Crítica da Indústria Cultural. Belo Horizonte: Editora UFMG, 2003.

FLORÊNCIO,S.R.;CLEROT,P.;BEZERRA,J.;RAMASSOTE,R. “Educação Patrimonial: His-tórico, conceitos e processos”. Brasília, DF: IPHAN, 2014. 65p. Disponível em: <http://portal.iphan.gov.br/uploads/publicacao/EduPat_EducacaoPatrimonial_m.pdf> Acesso em 20/04/2016.

FUNDAÇÃO VALE. Outras memórias, outros patrimônios: relato técnico do Programa de Educação Patrimonial Trem da Vale. Belo Horizonte: Fundação Vale. Rona, 2010.

GRUNBERG, Evelina. "Educação Patrimonial: utilização dos bens culturais como recursos educacionais". Cadernos do CEOM.Unoesc, Chapecó, ano 14, n.12, p.159-180, jun. 2000.

MALTÊZ, C. R.; SOBRINHO, C. P. A.; BITTEN-COURT, D. L. A.; MIRANDA, K. R.; MARTINS, L. N. "Educação e Patrimônio: O papel da Escola na preservação e valorização do Pa-trimônio Cultural". Pedagogia em ação, v.2, n.2, p.39-49, nov. 2010.

RÜDIGER, Francisco. Theodor Adorno e a Crítica à Indústria Cultural: comunicação e teoria crítica da sociedade. 3ª Ed. Porto Alegre: EDIPUCRS, 2004.

Publicado
2018-12-21
Seção
Dossiê: "Teoria Crítica e Educação na atualidade: olhares plurais"