O frontispício de Salvador e seu impacto na paisagem urbana da cidade no século XIX

Rodrigo Espinha Baeta, Luiz Antonio Fernandes Cardoso

Resumo


Muitos foram os elementos que contribuírampara configurar a paisagem urbana de Salvador,bem como marcaram o desenvolvimento da suacenografia urbana até finais do século XIX. Aconjunção de alguns fatores que conformarama imagem da cidade promoveria um equilíbrioplástico coerente que caracterizaria os panoramasurbanos desfrutados da Baía de Todos osSantos. Entre os elementos de maior relevânciana constituição da paisagem da primeira capitalbrasileira, se destacam as vistas da encosta deSalvador (o frontispício da cidade) tomadas domar ou da Cidade Baixa. O visitante que adentravaa Baía de Todos os Santos e desembarcava emseu núcleo central pelo porto, podia se deleitarcom o surgimento da área densamente habitadaatravés da aparição do imponente frontispício,tendo seu ponto culminante na altura do Forte deSão Marcelo – alguns quilômetros após a idílicaexperiência de vislumbrar as fortificações quemarcavam a entrada da baía. Na parte baixa, osdiversos cais – com destaque para os conjuntosde arquitetura regular do Cais da Farinha e doCais das Amarras, bem como a sequência deedificações do Cais Dourado (mais à frente) –contrastavam com a massa verde da encosta donúcleo central, por sua vez coroada pela movimentadalinha horizontal formada pelos fundosirregulares das construções encravadas no altoda falésia. Em meio a este panorama destacava--se, na parte superior do frontispício, a antigaCatedral da Sé com sua fachada monumentalvoltada para o mar, como a principal protagonistade um cenário que reafirmava o papel dacidade como símbolo privilegiado do poder dafé. Outros edifícios religiosos também apareceriam– ao menos parcialmente –, com suas torresvoltadas de frente ou de costas para a baía, nãoameaçando, contudo, a presença hegemônicada antiga catedral assentada no ponto médio dotrecho mais densamente edificado.

 

Palavras-chave: Salvador. Cidade Baixa.Frontispício. Paisagem e Cenografia Urbana.


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DOI: http://dx.doi.org/10.18830/issn.1679-0944.n13.2014.12046

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