Diferenças e similaridades entre as experiências da economia social na Espanha e da economia solidária no Brasil

  • Ednalva Felix das Neves Universidade de Campinas
  • Miguel Juan Bacic Universidade de Campinas
  • Isabel-Gemma Fajardo García Universidad de Valencia
Palavras-chave: Economia Solidária;, Economia Social;, Políticas Públicas de Economia Social e Solidária;, Apoio e fomento à economia social e solidária

Resumo

A economia social na Espanha e a economia solidária no Brasil guardam similaridades e diferenças: o histórico de surgimento, os princípios e a forma de organização dos empreendimentos, por exemplo, são similares entre as duas experiências. Contudo, os atores são diferentes, já que a experiência espanhola possui uma abrangência maior, aceitando alguns tipos de instituições que a economia solidária não aceita no Brasil. A maior diferença, contudo, surge quando se analisam as políticas públicas: a experiência espanhola conta com maior apoio do Estado por meio das políticas públicas, tendo, inclusive, a lei de economia social (Ley 5/2011), enquanto que a experiência brasileira ainda enfrenta dificuldades em angariar apoio aos empreendimentos e não possui legislação própria.

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Biografia do Autor

Ednalva Felix das Neves, Universidade de Campinas

Economista, Mestre em Política Científica e Tecnológica pela UNICAMP. Doutora em Desenvolvimento
Econômico pela UNICAMP. 

Miguel Juan Bacic, Universidade de Campinas

Graduado em Contador Público, Mestre em Ciências Econômicas e Doutor em Administración. É professor
titular do Instituto de Economia da UNICAMP.

Isabel-Gemma Fajardo García, Universidad de Valencia

Licenciatura e Doutorado em Direito pela Universidad de Valencia. É professora de Direito Mercantil
na Facultad de Derecho y de Económicas, da Universidad de Valencia.

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Publicado
2017-10-26
Como Citar
NevesE. F. das, BacicM. J., & Fajardo GarcíaI.-G. (2017). Diferenças e similaridades entre as experiências da economia social na Espanha e da economia solidária no Brasil. Mundo Do Trabalho Contemporâneo, 2(2), 265-288. Recuperado de http://periodicos.unb.br/index.php/mtc/article/view/7193
Seção
Debate Acadêmico