CARTA A UMA PROFESSORA: “NÃO QUERO SER INVISÍVEL, QUERO SER PROFESSORA”

  • Gina Vieira Ponte de Albuquerque Universidade de Brasília
  • Juliana de Freitas Dias, ju.freitas.d2gmail.com Universidade de Brasília
Palavras-chave: Pedagogia Engajada. Educação para a liberdade. Professores como intelectuais transformadores.

Resumo

Resumo: O texto em questão trata-se de uma carta, uma interlocução entre uma professora com mais tempo de experiência e uma professora recém-chegada à sala de aula. A carta foi inspirada em uma situação real de comunicação entre as duas, onde, de fato, a segunda solicita à primeira orientações para vencer os desafios que identifica no início de sua jornada profissional. Ao longo do texto a professora com mais experiência compartilha vivências e saberes construídos ao longo de seu itinerário de formação. Para isso, ela resgata contribuições de autores que foram decisivos para o seu processo de ressignificação como educadora. Ao longo do diálogo travado, são apresentadas questões relacionadas ao atual modelo educacional, muito vinculado ao Instrucionismo, que parece não corresponder às demandas da juventude e que tem cooperado para que ela se afaste da escola. Também são discutidos conceitos alinhados a uma Educação para a Liberdade e Pedagogia Engajada, conforme as proposições de Freire (1991 e 1996) e hooks (2013), a Pedagogia da Presença, de Costa (2001) e a perspectiva do professor como intelectual transformador, segundo Giroux (1997). 

Palavras chave: Pedagogia Engajada, Educação para a liberdade, Professores como intelectuais transformadores.

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Biografia do Autor

Juliana de Freitas Dias, ju.freitas.d2gmail.com, Universidade de Brasília

uliana é professora da Universidade de Brasília e pesquisadora na área de análise de discurso em seus entrecruzamentos com educação, escrita criativa, Antroposofia e educação sistêmica. É coordenadora do Grupo de Pesquisa Educação Crítica e Autoria Criativa (GECRIA). Currículo Lattes: http://lattes.cnpq.br/2619929161240727

Juliana de Freitas Dias

Profa. Dra. da Universidade de Brasília

Coordenadora do Grupo de Pesquisa Educação Crítica e Autoria Criativa- GECRIA

 

Referências

ANTUNES. Celso. Professores e professauros: reflexões sobre a aula e práticas pedagógicas. 2 ed. Petrópolis: Vozes. 2008.

COSTA, Antônio Carlos Gomes da Costa. Pedagogia da Presença. Belo Horizonte, 2ª edição. Ed. Modus Faciendi, 2001

DEMO. Pedro. Formação permanente e tecnologias educacionais. Petrópolis, RJ: Vozes, 2006.

FAIRCLOUGH, N. Discurso e Mudança Social. Coordenadora de tradução: Izabel Magalhães. Brasília: Universidade de Brasília, 2001 [1992 ]

FREIRE, Paulo. A educação na cidade. São Paulo, Cortez, 1991.

FREIRE, Paulo. Pedagogia da autonomia: Saberes necessários à prática educativa. São Paulo: Paz e Terra, 2003. (Coleção Leitura) 165.p

GIROUX, Henry. Os professores como intelectuais- rumo a uma pedagogia crítica da aprendizagem. Porto Alegre, 1997. ARIMED Editora. 268 p.

HOOKS. Bell. Ensinando a Transgredir: a educação como prática da liberdade. São Paulo. Ed. Martins Fonte, 2013.

ODENT, Michel. O Camponês e a parteira. São Paulo: Ground. Tradução de Sarah B Bauley. 2003 [1930]

SOME, Sobonfu. O espírito da intimidade: ensinamentos ancestrais africanos sobre maneiras de se relacionar. São Paulo: Odysseus editora, 2007.

Publicado
2018-11-26
Como Citar
de AlbuquerqueG. V. P., & DiasJ. de F. (2018). CARTA A UMA PROFESSORA: “NÃO QUERO SER INVISÍVEL, QUERO SER PROFESSORA”. Cadernos De Linguagem E Sociedade, 19(3), 7-18. https://doi.org/10.26512/les.v19i3.18635