Vontade de beleza e ritual nas artes verbais ameríndias

Palavras-chave: Mbyá-Guarani, artes verbais, ritual, autoria

Resumo

Este artigo se propõe a discutir uma prática estética que envolve narrativas orais. Quem Conta um Conto é um grupo vinculado à Universidade Federal do Rio Grande do Sul que tem experimentado atividades relacionadas a performances numa escola mbyá-guarani. Considerando a vontade de beleza que fundamenta a vida indígena, através da arte verbal tem sido possível aproximar diferentes poéticas e também favorecer o entendimento dos modos com que este povo se apropria criativamente de perspectivas alheias. Além disso, tem sido possível compreender as práticas artísticas ameríndias como meios rituais de manutenção do equilíbrio do cosmos e da comunidade.

Downloads

Não há dados estatísticos.

Referências

ALONSO, Franklin da Silva (2015). Pulsões na arte mbyá-guarani: os seus pensamentos e sentimentos refletidos através dos objetos cerâmicos. Espaço Ameríndio, Porto Alegre, v. 9, n.1, p. 303-320, jan./jun.
BENJAMIN, Walter (1987). Rua de mão única. Tradução de Rubens Rodrigues Torres Filho. São Paulo: Brasiliense. (Obras Escolhidas, v. 2)
BRASIL (1988). Constituição da República Federativa do Brasil. Brasília, DF: Senado Federal. Disponível em: http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/constituicao/constituicao.htm. Acesso em: 20 abr. 2016.
CUNHA, Manuela Carneiro da (2009). “Cultura” e cultura: conhecimentos tradicionais e direitos intelectuais. In: CUNHA, Manuela Carneiro da. Cultura com aspas. São Paulo: Cosac Naify. p. 311-373.
CESARINO, Pedro de Niemeyer (2006). De duplos e estereoscópios: paralelismo e personificação nos cantos xamanísticos ameríndios. Mana, Rio de Janeiro, v. 12, n. 1, p. 105-134.
FIOROTTI, Devair; OLIVEIRA, Jociane Gomes de (2016). Erencon, a literatura e os haicais. Revista Boitatá, Londrina, n. 22, p. 49-67, jul./dez.
GALLOIS, Dominique Tilkin (2016). A escola como problema: algumas posições. In: CUNHA, Manuela Carneiro da; CESARINO, Pedro de Niemeyer (Org.). Políticas culturais e povos indígenas. São Paulo: Editora da Unesp. p. 509-517.
JEKUPÉ, Olívio (2013) (Org.). As queixadas e outros contos guaranis. Ilustrado por Fernando Vilela. São Paulo: FTD.
KUSCH, Rodolfo (2009). El pensamento indígena y popular en América. In: KUSCH, Rodolfo. Obras completas. Rosário: Fundación A Ross. p. 255-546.
LADEIRA, Maria Inês (2007). O caminhar sob a luz. São Paulo: Editora Unesp.
LAGROU, Els (2009). Arte indígena no Brasil: agência, alteridade e relação. Belo Horizonte: C/Arte.
LIMA, Joaquim Maná de et al. (2016). Observações sobre o processo de patrimonialização dos Kene Huni Kuῖ. In: CUNHA, Manuela Carneiro da; CESARINO, Pedro de Niemeyer (Orgs.). Políticas culturais e povos indígenas. São Paulo: Editora da Unesp. p. 219-240.
MATO, Daniel (2005). Interculturalidad, producción de conocimientos y prácticas socioeducativas. Alceu, Rio de Janeiro, v. 6, n. 11, p. 120-138, jul./dez.
MENEZES, Magali Mendes et al (2015). Um olhar sobre o olhar indígena e suas escol(h)as. Education policy analysis archives, San Andrés, v. 23, n. 97, p. 1-29, out. Disponível em: http://epaa.asu.edu/ojs/article/view/2044/1678. Acesso em: 12 ago. 2016.
OLIVEIRA, Joana Cabral de; SANTOS, Lucas Keese dos (2016). “Perguntas demais” – multiplicidades de modos de conhecer em uma experiência de formação de pesquisadores Guarani Mbya. In: CUNHA, Manuela Carneiro da; CESARINO, Pedro de Niemeyer (Org.). Políticas culturais e povos indígenas. São Paulo: Editora da Unesp. p. 113-133.
PISSOLATO, Elizabeth (2008). Dimensões do bonito. Espaço Ameríndio, Porto Alegre, v. 2, n. 2, p. 35-51, jul./dez.
RIBEIRO, Berta (1986a). Introdução. In: RIBEIRO, Berta (Coord.). Suma etnológica brasileira. Petrópolis: Vozes, v. 2, p. 18-27. Disponível em: http://www.etnolinguistica.org/suma. Acesso em: 11 jul. 2016.
RIBEIRO, Darcy (1986b). Arte índia. In: RIBEIRO, Darcy (Ed.) et al. Suma etnológica brasileira. Petrópolis: Vozes, v. 3, p. 27-54. Disponível em: http://www.etnolinguistica.org/suma. Acesso em: 11 jul. 2016.
RISÉRIO, Antônio (1993). Textos e tribos: poéticas extraocidentais nos trópicos brasileiros. Rio de Janeiro: Imago.
TETTAMANZY, Ana Lúcia Liberato; RIVOIRE, Luciene (2013). Histórias para povoar as matas: os Mbyá-Guarani entre voz e letra. In: FARENZENA, Nalu (Org.). ENCONTRO INTERNACIONAL DE INVESTIGADORES DE POLÍTICAS LINGUÍSTICAS, 6., 23-25 nov 2013. Porto Alegre: UFRGS. p. 218-225.
VIDAL, Lux; SILVA, Aracy Lopes da (1995). O sistema de objetos nas sociedades indígenas: arte e cultura material. In: SILVA, Aracy Lopes da; GRUPIONI, Luís Donisete Benzi (Orgs.). A temática indígena na escola. Brasília: MEC, p. 369-406.
VIEIRA, Marina Guimarães (2016). Sobre alguns modos de usar a cultura dos Outros. In: CUNHA, Manuela Carneiro da; CESARINO, Pedro de Niemeyer (Org.). Políticas culturais e povos indígenas. São Paulo: Editora da Unesp. p. 257-286.
Publicado
2019-02-06
Como Citar
Liberato TettamanzyA. L., & RivoireL. (2019). Vontade de beleza e ritual nas artes verbais ameríndias. Estudos De Literatura Brasileira Contemporânea, (56), 1-12. https://doi.org/10.1590/2316-40185615