A impossibilidade da morte na literatura: Lygia Fagundes Telles e Maurice Blanchot

Palavras-chave: morte, Lygia Fagundes Telles, Maurice Blanchot

Resumo

A partir do conto “Natal na barca”, de Lygia Fagundes Telles, este artigo analisa a perspectiva da impossibilidade da morte em três contos (“As formigas”, “Anão de jardim” e “Venha ver o pôr-do-sol”) e em dois romances (Ciranda de pedra e As meninas) da autora. Em diálogo com os textos de Lygia, o escritor francês Maurice Blanchot nos oferece a base teórica deste artigo, uma vez que a ideia da impossibilidade da morte na literatura é profundamente trabalhada em seus livros ensaísticos, tais como, O espaço literário e A parte do fogo.

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Referências

AGAMBEN, Giorgio (1999). Ideia da prosa. Tradução de João Barreto. Lisboa: Edições Cotovia.
BLANCHOT, Maurice (1987). O espaço literário. Tradução de Álvaro Cabral. Rio de Janeiro: Rocco.
BLANCHOT, Maurice (1997). A parte do fogo. Tradução de Ana Maria Scherer. Rio de Janeiro: Rocco.
BLANCHOT, Maurice (2005). O livro por vir. Tradução de Leyla Perrone-Moisés. São Paulo: Martins Fontes.
DERRIDA, Jacques (1998). Demeure: Maurice Blanchot. Paris: Galilée.
HILST, Hilda (2003). Da morte: odes mínimas. In: HILST, Hilda. Da morte: odes mínimas. São Paulo: Globo.
TELLES, Lygia Fagundes (1998). As formigas. In: TELLES, Lygia Fagundes. Mistérios. Rio de Janeiro: Rocco.
TELLES, Lygia Fagundes (1998). Natal na barca. In: TELLES, Lygia Fagundes. Mistérios. Rio de Janeiro: Rocco.
TELLES, Lygia Fagundes (1998). Venha ver o pôr-do-sol. In: TELLES, Lygia Fagundes. Mistérios. Rio de Janeiro: Rocco.
TELLES, Lygia Fagundes (2004). Anão de jardim. In: TELLES, Lygia Fagundes. Meus contos preferidos. Rio de Janeiro: Rocco.
TELLES, Lygia Fagundes (2009). Ciranda de pedra. São Paulo: Companhia das Letras.
TELLES, Lygia Fagundes (2009a). As meninas. São Paulo: Companhia das Letras.
Publicado
2019-02-06
Como Citar
Andrade Pimentel, D. (2019). A impossibilidade da morte na literatura: Lygia Fagundes Telles e Maurice Blanchot. Estudos De Literatura Brasileira Contemporânea, (56), 1-11. https://doi.org/10.1590/2316-40185613