Ante o teatro, no museu, desde o arquivo.

Modos cênicos (e autorais) da arte contemporânea

Resumo

Na exposição Mínimo teatral (Museo Macro, Rosario, 2017) trabalhamos, como curadores, nas ressonâncias do teatro na arte contemporânea, explorando diferentes formas de apropriação da teatralidade e da encenação. Pretendíamos incentivar um diálogo entre as artes visuais e artísticas, mesmo quando as trocas não ocorriam em termos de referência e/ou comentários de um em relação ao outro. Ao mesmo tempo, não pretendíamos formular uma história da arte (história do campo visual e teatral, história de suas conversas, história de seus desacordos), ainda que fizéssemos uma pergunta sobre os usos do arquivo e seus efeitos sobre uma possível conceituação de tempo. O presente trabalho busca traçar uma história e uma reflexão sobre essa experiência. As perguntas são: Quais áreas (sensíveis, sociais, produtivas) abre o pensamento do teatro? Quais são os efeitos da montagem e do arquivo teatral no museu? Quais seriam os efeitos sobre a conceituação e usos do tempo? E, finalmente, quais implicações na curadoria levaram à investigação e às hipóteses arriscadas para a amostra, tanto no que diz respeito ao diálogo teatro/arte quanto ao ponto de vista adotado em relação ao arquivo.

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Referências

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Publicado
2018-09-18
Como Citar
PintaM. F., & GarbatzkyI. (2018). Ante o teatro, no museu, desde o arquivo. Estudos De Literatura Brasileira Contemporânea, (55), 119-133. https://doi.org/10.1590/10.1590/2316-4018557