Desprovincializar o desenvolvimento: Enunciação subalterna e resistência nas bordas da acumulação capitalista na Amazônia

Wendell Ficher Teixeira Assis, Anabelle Santos Lages

Resumo


Para refletir sobre a continuidade dos processos de subalternização e expropriação de populações tradicionais e camponesas o artigo se valerá de abordagens aglutinadas no paradigma modernidade-colonialidade. Tentar-se-á conectar a problemática teórica assim construída com o conhecimento empírico das modificações territoriais ocorridas na região amazônica durante os anos 2000, num movimento que permitirá submeter à interrogação certos aspectos da realidade social, bem como fazer girar a espiral que conecta abstração conceitual e realidade concreta. Com esse intuito a análise aqui empreendida lança mão de dois trabalhos de campo conduzidos em distintos espaços amazônicos; o primeiro levado a cabo na região Oeste do Pará, que desde a última década tem sido lócus de intensos conflitos entre as frentes de expansão econômica e as populações tradicionais. O segundo realizado na TI Raposa Serra do Sol, que representa um caso paradigmático, no qual estiveram em xeque o digladio entre racionalidades e modos diferentes de uso, significação e apropriação dos territórios.


Palavras-chave


Colonialidade-modernidade. Desenvolvimento. Processos de subalternização. Expropriação Territorial. Resistência

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DOI: http://dx.doi.org/10.1590/s0102-69922017.320200





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ISSN 0102-6992 versão impressa

ISSN 1980-5462 versão on-line

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