Teatro do Oprimido e projeto emancipatório: mutações, fragilidades e combates

Inês Barbosa, Fernando Ilídio Ferreira

Resumo


Este artigo explora a hipótese de que a multiplicação acelerada do Teatro do Oprimido (TO), criado por Augusto Boal no início dos anos 1970, tem sofrido apropriações que põem em causa o seu projeto emancipatório. Baseia-se numa investigação participativa iniciada há quatro anos, no contexto das ações e mobilizações coletivas – manifestações, greves, protestos – contra as políticas de austeridade impostas pelo governo português e mandatadas pelas instâncias europeias, em resposta à crise económica e financeira. Os dados empíricos, depoimentos em entrevistas e debates, foram analisados em torno de um conjunto de categorias que enunciam e discutem as mutações, as fragilidades e os combates do TO na atualidade. A análise evidencia a necessidade de uma reinvenção e reapropriação da metodologia, em particular em períodos de crise como os que hoje atravessamos.


Palavras-chave


teatro do oprimido, crise, ativismo, emancipação, investigação participativa

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DOI: http://dx.doi.org/10.1590/s0102-69922017.3202008





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