A razão pela sensibilidade no direito: a dialética do direito esclarecido

Mozart Augusto Mariano Machado

Resumo


O chamado esclarecimento da modernidade, com o advento da ciência, pretendeu fundamentar a verdade e, com isso, pôr um fim às crenças nos mitos que o homem vinha acreditando. Contudo, essa dialética do esclarecimento aparece como o mesmo mito, a exemplo de Ulisses, de Homero. A crença no progresso e no bem-estar a ser propulsionados pela ciência traz uma conformação do homem à razão, ao método da unidade e do indivisível. Essa razão tende cada vez mais a se emancipar do seu aspecto subjetivo. O processo de conhecimento então se torna autônomo em relação à práxis, que dar-se-ia através do sensível, dos sentidos e da necessidade humana. O sujeito cognocente, a exemplo do jurista esclarecido, diz conhecer à revelia da práxis e, portanto, à revelia do sensível, de modo que o que reproduz provém de uma abstração que traduz a representação hipostasiada da realidade.  


Palavras-chave


Dialética do esclarecimento; Ciência; Autoconservação; Jurista esclarecido.

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