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Chamada de artigos - Edição nº 30

 

Estamos recebendo artigos para o dossiê da edição número 30 (1º/2017):

Da “Primavera dos Povos” à Revolução Russa: identidades e nacionalidades no tempo das revoluções.

A chamada “Primavera dos Povos”, ou seja, o conjunto de revoluções ocorridas em 1848 marcam o fim de uma era e o início de uma nova ordem mundial. Para o historiador inglês Eric Hobsbawm, 1848 significou o fim das monarquias tradicionalmente alicerçadas no direito divino e que mantinham o jogo social hierarquicamente estratificado. 1848 estabeleceu uma nova ordem econômica: o capitalismo industrial e o liberalismo transformaram o mundo em uma economia mundial, e “a história, doravante, passava a ser a história mundial”.

No entanto, atrelado às mudanças ocorridas nas forças sociais - conjugadas às duas revoluções anteriores: a francesa e a industrial - 1848 trouxe uma consequência fundamental para o decorrer da segunda metade do século 19 e para o século 20: a participação do povo na política e dos trabalhadores como forças sociais indispensáveis. 1848, deixou claro, como afirmou Hobsbawm, que daquele momento em diante, a democracia, o nacionalismo e os trabalhadores seriam presenças constantes no cenário político, social, cultural e econômico. 1848 foi também o ano da publicação do Manifesto Comunista, convocando à união a classe proletária que começava a formar sua consciência de classe tomando consciência de sua força transformadora.

A Revolução Russa, cujo centenário é celebrado esse ano, acarretou uma das mais importantes transformações do mundo contemporâneo. Atrelada às reverberações da “primavera dos povos” e da nova ordem por ela estabelecida, as mudanças trazidas pela revolução bolchevique modificou a forma como o mundo era então compreendido. Dividido em dois blocos, capitalista e comunista,   do qual o muro de Berlim era o símbolo maior, o mundo pós-guerra foi aterrorizado diante da possibilidade de um novo conflito mundial. A queda do muro de Berlim, em 1989, e o fim definitivo da União Soviética em 1991, colocam o mundo novamente diante de uma nova organização política, econômica e social.

Neste dossiê procuramos por colabores que possam discutir as transformações na cultura política, nas construções das identidades, nas relações de força entre os diversos grupos sociais no período que engloba a segunda metade do século 19 até a Revolução de 1917. Nesse sentido, as reflexões acerca das consequências das revoluções de 1848 até a Revolução Russa e de suas ressonâncias no mundo atual são importantes e indispensáveis para compreendermos o jogo de forças no mundo contemporâneo globalizado. Além disso, buscamos pensar as narrativas construídas e reconstruídas acerca desse mundo em constante revolução. No ano que comemoramos o centenário da Revolução Russa, talvez nos caiba indagar: o que restou de 1917?

Receberemos artigos até o dia 01/06/2017.

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Publicado: 2017-04-16 Mais...
 

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Publicado: 2014-11-25 Mais...
 
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