Um passo para frente e dois para trás: o contexto de agressão às mulheres gamers e os espaços que o game design se ocupa

Marcelo Vianna Batista, Bruno Augusto Lorenz, Filipe Campelo Xavier da Costa

Resumo


A indústria de gamesmovimentou, em 2015, US$ 22.41 bilhões apenas nos Estados Unidos, desbancando as indústrias do cinema e da música. Compreendido no senso comum como um universo masculino, nos últimos anos tal indústria vê o crescimento da presença das mulheres nos jogos - segundo dados recentes, 51% dos jogadores brasileiros são mulheres. Adotando a perspectiva das teorias da cultura do consumo, os autores realizam uma análise de conteúdo sobre dados coletados em uma surveypara compreender os principais mecanismos de discriminação aos quais as mulheres gamerssão expostas. A partir dos resultados, compreende-se que a indústria ainda falha em representar mulheres em seus jogos, inseridas num contexto sociocultural de dominância masculina, em que o game design precisa atuar além dos aspectos narrativos e visuais. 


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