O futuro será negro ou não será

Afrofuturismo versus Afropessimismo - as distopias do presente

  • Kênia Freitas
  • José Messias

Resumo

o: O artigo partirá do tensionamento entre os conceitos de Afrofuturismo e Afropessimismo para questionar o lugar das distopias narrativas negras (a partir do cinema, da música e da literatura) na contemporaneidade. Para isso, propomos a discussão de obras artísticas de protagonismo negro que deslocam as ideias de distopia e apocalipse da temporalidade futura. Essas obras consolidam assim, pelo viés da teoria social e crítica negra, uma leitura pósapocalíptica do nosso presente, no qual o fim do mundo já aconteceu e o que sub(re)existe é a precariedade como modo de vida.

Downloads

Não há dados estatísticos.

Referências

Aarons, K (2016). No selves to abolish - Afropessimism, anti-politics, & the end of the world. Berlim: Ill Will Editions.

Dery, Mark (1994). “Black to the future: interviews with Samuel R. Delany, Greg Tate and Tricia Rose” in Flame Wars: the discourse of cyberculture. Durham: Duke University Press.

Dillon, Stephen (2013). “‘It’s Here, It’s That Time’: Race, Queer Futurity, and the Temporality of Violence in Born in Flames” in Women & Performance: A Journal of Feminist Theory 23, no. 1, pp. 38–51.

Freitas, Kênia (2017). “Roubando Dados: a refundação do Afrofuturismo em O Último Anjo da História” in Murari, Lucas y Rodrigo Sombra (orgs), O Cinema de Akomfrah: espectros da diáspora. Rio de Janeiro: LDC.

____ (2015). “Branco sai, preto fica”. Revista Multiplot. Abril, 2015. Disponível em: http:// multiplotcinema.com.br/2015/04/branco-sai-preto-fica-adirleyqueiros-2014/. (Acesso: 14 de fevereiro de 2018).

Hopkinson, Nalo (2017). “Waving at Trains - An interview with Nalo Hopkinson” in Boston Review. oct., 2017. Disponível em: http://bostonreview.net/podcast/nalo-hopkinson-waving- trains. (Acesso: 14 de fevereiro de 2018).

Mbembe, Achille (2017). Critique of Black Reason. Durham: Duke University Press.

____ (2003). “Necropolitics” in Public Culture, 15 (1). Durham: Duke University Press, pp. 11- 40.

____ (2001). On the Postcolony. Berkeley: University of California Press.

____ (2016). “Afropolitanism and Afrofuturism”. Palestra em vídeo. College de France. Disponível em: http://www.college-defrance.fr/site/en-alain-mabanckou/symposium-2016-05- 02-17h30.htm.

(Acesso: 15 de fevereiro de 2018).

Mombaça, Jota (2016). “Lauren Olamina e eu nos portões do fim do mundo” in Caderno Octavia Butler Oficina Imaginação Política. São Paulo: 32a Bienal de São Paulo.

Opperman, Romy (2016). ‘Born in flames’ and the no future of afrofuturism” in Another Gaze. Publicado em 15 de Setembro. Disponível em: http://www.anothergaze.com/born-inflames-and-the-no-future-ofafrofuturism-lizzie-borden/. (Acesso: 20 de janeiro de 2018).

Racked & Dispatched (2017). Afro-pessimism: an introduction. Minneapolis, Publicado em setembro de 2017.

Sexton, Jared (2016). “Afro-Pessimism: The Unclear Word” in Rhizomes: Cultural Studies in Emerging Knowledge. No. 29, Ed. 2. Disponível em: https://doi.org/10.20415/rhiz/029.e02. (Acesso: 14 de fevereiro de 2018).

Yaszek, Lisa (2013). “Race in Science Fiction: The Case of Afrofuturism” in A Virtual Introduction to Science Fiction. Ed. Lars Schmeink. Web.

Wilderson III, Frank B (2010). Red, White & Black: Cinema and the Structure of U.S. Antagonisms. Durham: Duke University Press.

Womack, Ytasha (2015). “Cadete Espacial” in Freitas, Kênia (org.). Afrofuturismo: cinema e música em uma diáspora intergaláctica. São Paulo: Caixa Cultural.

Publicado
2018-09-20
Como Citar
FreitasK.; MessiasJ. O futuro será negro ou não será. Das Questões, v. 6, n. 6, 20 set. 2018.
Seção
Artigos