A máquina de guerra contra o Estado tóxico

captura e conjuração estatal na luta pelos direitos da população de rua

  • Tiago Lemões Universidade Católica de Pelotas
Palavras-chave: Estado tóxico, máquina de guerra, população em situação de rua

Resumo

O objetivo deste texto é circunscrever uma teoria nativa do Estado, tendo como substrato um conjunto de mecanismos utilizado por militantes do Movimento Nacional da População de Rua, em Porto Alegre (RS), para conjurar os efeitos perversos da presença estatal na luta por direitos. Para tal, lanço mão de experiências etnográficas para realçar ações cotidianas da militância política que expurgam autoridades, hierarquias e poder de comando entre os sujeitos que mantêm uma proximidade dúbia e perigosa com o Estado. Retomando contribuições de Gilles Deleuze, Félix Guattari e Piero Leirner sobre fenômenos simultâneos de captura e escape, proponho pensar a população de rua como máquina de guerra, cuja principal razão de existência reside na aversão à lógica neoliberal das políticas públicas e na contraposição ao Estado tóxico, do qual se deve manter certa distância para evitar, inclusive, indesejáveis sintomas físicos.

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Publicado
2019-06-28
Como Citar
Lemões, T. (2019). A máquina de guerra contra o Estado tóxico. Anuário Antropológico, 44(1). https://doi.org/10.4000/aa.3760