DECOLONIZAR, DESDE OS AFETOS, O ENCONTRO COM A MORTE a experiência do trabalho interdisciplinar em torno da exumação de valas comuns no México

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Carolina Robledo Silvestre

Resumo

Neste artigo, proponho algumas reflexões sobre os efeitos coloniais da virada forense como campo epistêmico dominante para lidar com a morte em contextos de crimes em massa e na exumação de restos humanos. Considero minhas próprias observações feitas em mais de uma década de trabalho etnográfico com parentes de pessoas desaparecidas e três anos de etnografia ao pé do túmulo no México. Ao final, em um ato de imaginação política, proponho como horizonte uma ciência afetiva que possibilite descolonizar o campo das exumações, a partir de processos colaborativos de pesquisa que interpelam a violência epistêmica em torno do tratamento da morte e da justiça e dar conta os recursos sociais, simbólicos e espirituais que as comunidades têm para lidar com o excesso de atrocidades.

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Como Citar
Robledo Silvestre, Carolina. 2019. “DECOLONIZAR, DESDE OS AFETOS, O ENCONTRO COM A MORT”E. Abya-Yala: Revista Sobre Acesso à Justiça E Direitos Nas Américas 3 (2), 140-70. https://doi.org/10.26512/abya-yala.v3i1.23708.
Seção
Dossiê