Espaço urbano, lugar da música, espaço humano

Palavras-chave: Música, Urbanismo, Espaços públicos, Cidadania

Resumo

Este texto discute o lugar da música em espaços públicos urbanos: em como estes podem servir à música, e em como a música pode servir aos espaços públicos urbanos. Historicamente esta relação situa-se desde as praças medievais, desenvolvendo-se ao longo do século XIX em coretos e locais para execução musical. Além disso, relaciona-se ainda com as tipologias estéticas de jardins públicos e privados, desde o jardim francês, o inglês, até o dito jardim orgânico desenvolvido por Roberto Burle Marx. Atualmente, diversas linguagens têm permeado a ocupação de espaços urbanos, a exemplo de Burle Marx, que integrou uma linguagem visual aos seus projetos. Contudo, alguns desafios permanecem na ocupação de espaços urbanos articulados à música. Discutimos como estas ocupações urbanas determinantes para a cultura da cidade, tem sido usadas, desusadas e mesmo abusadas ao longo do tempo e qual a sua relevância hoje no contexto brasileiro.

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Biografia do Autor

Beatriz Magalhães Castro, Dr, Universidade de Brasília

Obteve o Premier Prix na Classe de Flauta no Conservatoire National Supérieur de Musique de Paris, e graduação nas Classes de História da Música e Análise naquele conservatório (1985), Mestrado em Música na Juilliard School of Music (1987), doutorado em Música também na Juilliard School of Music (1992), com estudos de pós-doutorado na Universidade Nova de Lisboa. Atualmente é professora da Universidade de Brasília, com experiência na área de Artes/Música, e ênfase em Musicologia e Performing Practices, atuando principalmente nos seguintes temas: música instrumental, difusão do classicismo musical, bibliotecas digitais, repertórios e fontes internacionais para a música Ibero-Americana, tradição e inovação na Música Brasileira Popular. É Coordenadora do Comitê RILM-Brasil e membro do Comitê RISM-Brasil e Presidente da IAML-Brasil-Seção brasileira da Associação Internacional de Bibliotecas de Música, Arquivos e Centros de Documentação Musical (IAML/AIBM). Preside a Associação Brasileira de Musicologia (ABMUS). É membro da Commission Mixte do RISM (Frankfurt) como representante da IAML/AIBM internacional.

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Publicado
2018-12-20
Como Citar
Magalhães Castro, Beatriz, e Daniel Mendes. 2018. “Espaço Urbano, Lugar Da Música, Espaço Human”o. Música Em Contexto 12 (1), 166-73. http://periodicos.unb.br/index.php/Musica/article/view/23572.
Seção
Artigos

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