MÚSICA NA CARNE: O CAMINHO PARA A EXPERIÊNCIA MUSICAL INCORPORADA

Marcos Vinicio Nogueira

Resumo


A Psicologia Cognitiva e a Neurociência
contemporânea vêm comprovando, nas últimas décadas,
que nossas inferências intelectuais são produzidas pelo
mesmo aparelho cognitivo, pela mesma arquitetura
neuronal que usamos em nossas ações perceptivas
e corporais. Ou seja, nesse contexto, não haveria
possibilidade de existência de uma mente separada
e independente das competências corporais. A razão
usaria essas mesmas competências para constituir seus
produtos. Assim sendo, nosso sentido do que é real teria
origem nas ações do nosso corpo enquanto unidade
formada pelo aparato sensório-motor e o cérebro. Enfim,
nossos sentidos são incorporados. Neste artigo, proponho
discutir a emergência da experiência incorporada
como fundamento da semântica musical. Começo por
rever os antecedentes de uma semântica cognitiva do
entendimento musical e pretendo sustentar a hipótese da
validade da projeção de nossas estratégias linguísticas na
investigação do sentido musical.

Palavras-chave


cognição musical; sentido musical; incorporação da mente.

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